5 Dicas para preservar a fertilidade

Preservar a fertildade: casal em campo aberto florido
Fotos: Unsplash

Quando o casal resolve ter um filho, é fundamental se planejar para preservar a fertilidade. E esse planejamento deve acontecer bem antes da tão sonhada gravidez. Por isso, alguns hábitos precisam, muitas vezes, serem revistos. Afinal, a qualidade de vida – da mulher e do homem – afeta o equilíbrio do organismo e, consequentemente, abala a saúde e, assim, interfere na produção de hormônios.

1. Um inimigo chamado estresse

Segundo o ginecologista, obstetra e especialista em medicina reprodutiva, Armindo Dias Teixeira, é preciso ficar atento a vários fatores que podem prejudicar a fertilidade. O estresse é um mal muito comum da vida moderna. Por essa razão, para preservar a fertilidade é importante combater esse problema e manter mente e corpo livres de tensões e preocupações excessivas.

“Na mulher, o estresse interfere no desenvolvimento dos óvulos e altera o ciclo menstrual, podendo provocar a ausência de ovulação. Nos homens, causa impotência, dificulta a ejaculação, provoca processos inflamatórios, compromete a produção e a qualidade dos espermatozoides. Ele também desencadeia ansiedade e reduz o desejo sexual”, explica o especialista.

2. Os perigos do álcool e das drogas

Mesmo que você costume beber socialmente, a bebida alcoólica não faz bem para quem deseja preservar a fertilidade. Estudos comprovam que o teor alcoólico, além de poder diminuir o desejo sexual, interfere na produção de hormônios.

“Para a mulher, a bebida alcoólica interfere no funcionamento dos ovários, tornando o ciclo menstrual irregular. Assim, fica difícil prever a ovulação e a menstruação, podendo até mesmo não acontecer a liberação do óvulo, além de haver maior risco de aborto espontâneo”, revela Dr. Armindo.

“Para o homem, o consumo de álcool reduz os níveis de testosterona, interfere no funcionamento dos testículos e afeta a qualidade dos espermatozoides, além de suas características”, alerta Dr. Armindo Dias Teixeira.

O ginecologista e obstetra com ênfase em reprodução humana, Dr. Ricardo Luba explica que, no caso dos homens, a bebida alcoólica e outros tipos de drogas, podem ocasionar a produção de espermatozoides com morfologia alterada e com dificuldade de locomoção.

“No caso da mulher, as drogas alteram a qualidade dos óvulos, além de ocasionar a menopausa precoce e a osteoporose”, completa Luba.

3. Tabagismo: um grande vilão

Além de causar inúmeras doenças (hipertensão arterial, efisema pulmonar, bronquite crônica, infarto do miocárdio, vários tipos de câncer, etc.) o tabagismo interfere, muito, na fertilidade da mulher e do homem. O hábito reduz a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides.

“A mulher que fuma produz menos estrogênio, tem o número de folículos reduzido, maiores chances de produzir óvulos com alterações genéticas e de entrar na menopausa muito cedo, além de ter dificuldade para a fertilização do óvulo. Para os homens, o cigarro afeta a produção dos espermatozoides, além de aumentar o número daqueles que estão imóveis e também dos quais apresentam má formação. Ou seja, a qualidade do sêmen é comprometida porque os espermatozoides têm um potencial menor para fertilizar o óvulo”, explca Dr. Armindo Dias Teixeira.

Mulher vestida de preto, grávida, em campo aberto, toma cuidados para preservar a fertilidade
Manter um estilo de vida saudável é fundamental para quem deseja engravidar.

4. Obesidade x magreza excessiva

Vários estudos comprovaram que a obesidade causa importantes disfunções hormonais. Consequentemente, essas disfunções prejudicam o ciclo menstrual e a ovulação.

“Além disso, no caso de indução da ovulação para ciclos de reprodução assistida, o excesso de peso diminui a resposta ovariana às medicações, levando a uma menor quantidade de óvulos” afirma Dr. Ricardo Luba. Já a magreza excessiva ocasiona a diminuição na produção de leptina, um hormônio importante e necessário durante o ciclo menstrual.

5. Os riscos das doenças sexualmente transmissíveis

Últimos estudos sobre fertilização indicam que cerca de 25% dos casos de infertilidade podem ter relação com doenças sexualmente transmissíveis, as chamadas DSTs, como HPV, sífilis, tricomoníase, clamydia, ureaplasma e neisseria gonorreae.

Por isso, é fundamental fazer check-up regulares e, no caso de descobrir alguma dessas doenças, inicie o tratamento imediatamente.

*Consultoria
Dr. Armindo Dias Teixeira, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana. Graduado pela Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, estágio em Cirurgia Laparoscópica na Universidade de Stanford – Estados Unidos; estágio em Reprodução Humana (Fertilização In Vitro) no Instituto Valenciano de Infertilidade – Espanha; estágio em Reprodução Humana e Ultrassonografia na Universidade de Valência – Espanha. CRM 45547
Instagram @dr.armindo_reproducaoassistida

 

Médico com jaleco tira dúvidas sobre repouso após a FIVDr. Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana. Graduado pela Faculdade de Medicina ABC, com residência médica no Hospital Leonor de Barros e Fellowship em reprodução humana pelo IVI SP. CRM 113528
Instagram @ginecologialuba

 

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