Câncer de mama na gestação: sintomas, tratamento e causa

Câncer de mama e mulher deitada, nua, com as mãos sobre os seios.

 

O câncer de mama é um dos principais tumores que pode surgir na gestação. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a incidência varia entre 1 a cada 3 mil gestantes, dependendo da população estudada.

De acordo com o Dr. Dani Ejzenberg, médico ginecologista e especialista em reprodução humana, um dos fatores que contribui para o aumento dessa ocorrência é o adiamento na decisão de ter filhos. Para o especialista, engravidar antes dos 35 anos é uma forma de redução do risco do câncer de mama, uma vez que o tecido mamário só completa o seu desenvolvimento na gestação. Assim, quanto mais tempo a mulher adiar a gravidez, maior será o risco de o tumor aparecer.

Câncer de mama: diagnóstico

O câncer de mama na gestação é frequentemente definido como tumor e pode aparecer até um ano após a gravidez. Na maioria das vezes, ele se apresenta como massa palpável indolor associada ou não à saída de secreção pelas papilas.

Segundo o Dr. Dani, apenas um terço dos tumores é detectado durante a gestação. O restante é descoberto apenas no pós-parto. “A detecção é difícil por causa do aumento do tamanho e da densidade mamária durante a gravidez. Esse aumento das mamas dificulta o diagnóstico por meio do exame físico ou pela mamografia”, explica o especialista.  “No entanto, apesar de a eficácia ser limitada, o autoexame das mamas é muito importante. Ele é uma fonte de suspeita diagnóstica em mulheres gestantes jovens. Isso acontece porque muitas ainda não atingiram a idade para iniciar o rastreamento por mamografia.

Ao contrário do que se pensa, se o câncer de mama for diagnosticado durante a gravidez, é possível tratá-lo com cirurgia e quimioterapia. A quimio pode ser realizada de forma segura a partir do segundo trimestre da gestação. Já a radioterapia deve ser evitada. “A indução do parto e a prematuridade são mais frequentes em pacientes com câncer de mama. Isso é recomendável para a paciente poder completar o tratamento”, afirma o médico.

A amamentação, segundo o médico, é possível, desde que a mulher não tenha de fazer quimioterapia ou hormonioterapia.

Quando fazer a mamografia?

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam iniciar a mamografia a partir dos 40 anos de idade e repeti-la anualmente. Já mulheres com histórico de câncer de mama ou ovário na família podem iniciar o rastreamento em idade mais precoce.

É válido lembrar que, de forma geral, a obesidade, a ingestão frequente de álcool e a exposição à radiação ionizante são fatores de risco para o desenvolvimeto do câncer de mama.

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