INFERTILIDADE – Causas, diagnóstico e tratamento

A decisão de ter um filho (a) é um passo importante na vida de um casal. No entanto, a infertilidade pode adiar temporariamente esse sonho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casais que não usam métodos contraceptivos durante 12 meses e, ainda assim, não conseguem engravidar, podem ser inférteis. Ainda de acordo com a OMS, a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, cerca de 8 milhões de indivíduos podem ser inférteis.⠀
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Pesquisas realizadas pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) estimam que cerca de 35% dos casos de infertilidade estão relacionados à mulher. Cerca de 35% estão relacionados ao homem, 20% a ambos e 10% são provocados por causas desconhecidas.⠀
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A boa notícia é que a maior parte dos casos de infertilidade pode ser tratável. Por isso, o sonho da maternidade ou paternidade é possível para a maioria das pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as causas da infertilidade feminina podem ser divididas em quatro grupos:⠀
-Causas ovarianas e ovulares⠀
-Causas tubárias e do canal endocervical⠀
-Causas ligadas à fertilização⠀
-Causas ligadas à implantação do embrião⠀
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Já no caso da infertilidade masculina, as principais causas estão relacionadas a certas doenças, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU):⠀
-Varicocele⠀
-Criptorquidia unilateral ou bilateral⠀
-Torção testicular⠀
-Infecções do trato genital masculino, tais como prostatite e epididimite.⠀
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A SBRA recomenda que o casal não perca tempo. Assim que tiver indícios de infertilidade deve procurar um médico especialista em reprodução humana. O profissional capacitado fará toda a investigação necessária para identificar as causas e irá apontar as melhores alternativas para solucionar o problema.⠀

As imagens utilizadas neste post são ilustrativas e não pertencem ou correspondem aos pacientes da Clínica Genics.

DIU ou pílula: vantagens e desvantagens

Imagem: Unsplash

DIU pílula? Antes de decidir, saiba que os métodos anticoncepcionais atuam por meio de vários mecanismos. Os contraceptivos hormonais, por exemplo, impedem a ovulação. O Dispositivo Intrauterino (DIU) impede a fertilização.

O contraceptivo hormonal mais usado é a pílula combinada, que contém dois tipos de hormônios: estrogênios e progesterona e, apesar dos relatos de efeitos colaterais, é ainda o anticoncepcional de escolha de aproximadamente metade das mulheres jovens.

O efeito contraceptivo das pílulas está baseado na interação de vários fatores. O mais importante é a inibição da ovulação, pois diminui a liberação de alguns hormônios e ocasiona alterações nas secreções vaginais, o que aumenta a dificuldade de penetração do esperma no útero. Veja, abaixo, quais são quatro dúvidas mais frequentes quando se trata do uso do DIU ou da pílula.

1. O que é preciso fazer para a pílula ser eficaz?

Antes de iniciar o tratamento, é preciso passar em consulta com o ginecologista. Depois de exames clínicos e laboratoriais, se a pílula anticoncepcional for indicada pelo profissional, é preciso tomar o comprimido diariamente, sempre no mesmo horário.

2. Qual é a diferença entre o DIU de Cobre e o Mirena?

O DIU de cobre é revestido por um fio ou cilindros de cobre e é colocado dentro do útero por um médico ginecologista. Ele pode ficar até dez anos no organismo. Esse tipo de DIU libera íons de cobre que impedem a mobilidade dos espermatozoides ao redor do útero. Assim, as chances do espermatozoide conseguir chegar até o óvulo são muito remotas e, mesmo que consiga, o cobre impede que o óvulo seja fecundado e altera sua movimentação pelas trompas.

Já o DIU de levonogestrel (Mirena) age liberando doses diárias de progesterona basicamente na mucosa uterina. Dessa forma ele impede a menstruação e a ovulação.

3. Qual é o mais seguro, a pílula ou o DIU?

O DIU é o melhor contraceptivo. Enquanto a pílula tem um índice de falha de 6%, o do DIU fica entre 0,2% e 0,8%.

4. Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns da pílula são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão médica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, esses sintomas tendem a se normalizar.

Já o DIU de hormônio (Mirena) deixa a mulher em amenorreia, ou seja, sem menstruação, e com poucos efeitos colaterais sistêmicos.

Médico de jaleco fala sobre vantagens e desvantagens do DIU e da pílula.*Consultoria: Dr. Dirceu Mendes Pereira, Médico ginecologista formado pela UNIFESP, Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela FMUSP e Doutorado em Ginecologia e Obstetrícia pela FMUSP. CRM13834 | RQE 46448

Veja também: Saiba identificar uma gravidez psicológica e Suspensão da menstruação pode preservar a fertilidade

Dia fértil da mulher: como descobrir?

Quem está desejando engravidar, normalmente, quer saber qual é o período fértil e, principalmente, qual é o dia mais fértil no mês. Essa, aliás, é uma das dúvidas mais frequentes que as tentantes trazem aos seus médicos. Mas será que é possível descobrir?

Nem sempre é simples descobrir o período fértil, principalmente se o ciclo menstrual não for rigorosamente regular. Quando o ciclo é bem certinho, ou seja, de 28 em 28 dias, é possível usar o método da tabelinha ou usar um teste de farmácia para identificar o nível de hormônio que induz a ovulação.

No entanto, o melhor caminho para o casal que deseja engravidar é, antes de tudo, conversar com um ginecologista. Afinal, é preciso fazer alguns exames antes de se começar as tentativas, para checar se uma das partes possui alguma doença que pode afetar a fertilidade ou que possa prejudicar a gravidez.

Quando procurar um especialista?

Depois de fazer todos os exames e estar com a saúde em dia, e a mulher tiver até 35 anos de idade, o casal deve tentar engravidar – sem usar métodos contraceptivos – pelo período de um ano. Após essa idade, o tempo de espera reduz para seis meses. No entanto, a partir de 37 anos de idade, o ideal é que o casal busque auxílio médico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a partir dessa idade que pode haver um problema de infertilidade e, por isso, é preciso procurar ajuda de especialistas na área de reprodução humana e começar a fazer os exames necessários para investigar as possíveis causas da infertilidade.

Como funciona o ciclo menstrual

O organismo feminino, todos os meses, se prepara para uma possível gestação. Durante os 28 dias do ciclo ocorrem duas fases: a folicular e a Lútea, e cada uma dura 14 dias. A fase folicular começa no primeiro dia do ciclo menstrual, quando a camada do endométrio começa a se descolar e a função do ovário é suspensa.

Por isso, nesse momento, acontece a queda da produção da progesterona e do estrogênio. Através da hipófise, o cérebro envia comandos para o organismo produzir o hormônio folículo estimulante (FSH). Ele possui a função de induzir o amadurecimento dos folículos nos ovários para poderem se tornar óvulos. Apesar de vários folículos começarem essa evolução, apenas um amadurece e começa a crescer. E, com isso, impede o crescimento dos outros.

Nesse momento, ocorre a fase lútea, que se inicia com o aumento da quantidade de estrogênio. No 14º dia ocorre o crescimento do hormônio luteinizante (LH), que faz com que o folículo se rompa e libere do ovário um óvulo maduro, que vai entrar na trompa de Falópio. Vale lembrar que o LH, somado à progesterona, facilita o caminho que o espermatozoide terá de percorrer até encontrar o óvulo maduro, ou seja, pronto para ser fecundado.

E se a fecundação não acontecer?

Quando não acontece a fecundação, o organismo da mulher elimina a chamada camada endometrial e o ciclo recomeça. Dessa forma, os médicos dizem que, normalmente, o período fértil feminino acontece do 5º dia antes da ovulação até um dia após a ovulação. Assim, em um ciclo regular de 28 dias, o período fértil da mulher é entre o 12º dia – após o primeiro dia da menstruação – até o 17º e, consequentemente, o seu dia fértil será no 14º dia.

Principais sintomas do período fértil

Mulher oriental com óculos, camiseta e calça baixa, no dia fértil
No período fértil, com o aumento dos níveis hormonais, muitas mulheres se sentem mais atraentes e com mais desejo sexual.
  1. Aumento da secreção vaginal: nesse primeiro e principal sintoma que a ovulação está próxima ocorre liberação do hormônio estradiol, que estimula a criação de um líquido parecido com a clara de ovo crua e funciona como uma espécie de lubrificante, para favorecer a entrada dos espermatozoides no canal vaginal.
  2. Pequena alteração de temperatura: o aumento da progesterona eleva a temperatura corporal em 0,3 a 0,8ºC. Na verdade, esse aumento da temperatura acontece pelo esforço que o organismo faz para se preparar para a fecundação.
  3. Irritabilidade e instabilidade emocional: algumas mulheres ficam com o humor instável, choram mais e ficam mais estressadas.
  4. Aumento da libido: com o aumento dos níveis hormonais, muitas mulheres se sentem mais atraentes e com mais desejo sexual.
  5. Dor no baixo ventre: muitas mulheres sentem cólica no período que antecede a ovulação.

Veja mais: Alimentação: como ela ajuda na fertilidade feminina? e 5 Dicas para preservar a fertilidade

 

 

Alimentação: como ela ajuda na fertilidade feminina?

Uma alimentação balanceada e rica em alimentos naturais faz bem à saúde e evita diversas doenças. Mas, quando se fala em tentativas de engravidar, ela deve ser levada mais a sério ainda, visto que pode influenciar negativamente nas chances de fertilização, sejam elas naturais ou por meio da reprodução humana assistida.

A alimentação balanceada deve conter todos os nutrientes e minerais necessários ao corpo. O ideal é que seja rica em alimentos frescos e naturais, como frutas, verduras e legumes. E de preferência os orgânicos, livres de agrotóxicos. Cortar o consumo de produtos industrializados, embutidos, enlatados e processados é outro fator fundamental. Eles são pobres em nutrientes e ricos em aditivos, sódio e resíduos antibióticos. Por isso, trazem problemas ao sistema reprodutor e interferem na fertilidade feminina.

O que comer e o que não comer?

Travessa com cupcakes e marshmallow, vilões da fertilidade feminina.
Para quem quer engravidar, os carboidratos e açúcares são verdadeiros vilões.

O consumo de carboidratos refinados, como a farinha branca e o açúcar, usados na fabricação de arroz, pães, massas e bolos, é prejudicial à saúde em geral e também à fertilidade. Esse tipo de alimento é conhecido por afetar o metabolismo, contribuindo para o aumento do peso. Para quem quer engravidar, é um verdadeiro vilão. No organismo, eles aumentam a produção dos hormônios insulina e estrogênio, que causam distúrbios na fertilidade, como problemas na ovulação.

O açúcar refinado pode ser substituído pelo demerara ou mascavo, que não passam por processo de refinação. Pães, massas e bolos devem ser consumidos na forma integral. Estudos também apontam que o excesso de consumo de cafeína pode interferir na fertilidade. No caso dos homens, a soja também é alvo frequente de estudos. Ela está relacionada à baixa qualidade dos espermatozoides ou a casos de infertilidade.

Para evitar o aumento de peso, que interfere nas chances de engravidar, prefira alimentos grelhados e evite frituras em excesso. Uma gordura saudável que está liberada é o azeite de oliva. Ele é benéfico para as funções cardiovasculares e reprodutivas. As carnes e os ovos são fontes de proteínas benéficas para a saúde. Vale ressaltar ainda que o consumo frequente de peixes melhora os níveis de colesterol HDL, consequentemente, aumenta as taxas de fertilidade feminina, devido às propriedades nutricionais.

Suplementação alimentar x fertilidade feminina

Ovos, maça, uva, morango e sementes. Alimentos que ajudam na fertilidade feminina.
A falta de vitamina B12 pode causar a diminuição da quantidade e da motilidade dos espermatozoides

As tentantes costumam passar por baterias de exames para detectar a falta de nutrientes no organismo. O primeiro passo é que a paciente siga a dieta nutricional indicada. Se necessário, a reposição pode ser feita com suplementos vitamínicos. Desde que indicados pelos médicos, porque a falta de diversas vitaminas e minerais pode interferir no sucesso da fertilização.

A falta de vitaminas do complexo B, por exemplo, pode causar fadiga, nervosismo e depressão. Essa carência pode afetar o sistema neurológico, o equilíbrio emocional e até causar anemia. Já a falta de vitamina C interfere na saúde dos órgãos sexuais, assim como o ácido fólico, que atua na prevenção de más formações congênitas do bebê. O ideal é que a tentante ou a gestante tenha uma dieta equilibrada.

Alimentos indispensáveis à fertilidade feminina e à saúde da gestante e do bebê

Prato com frutas e hortaliças, fundamentais para uma dieta que melhore a fertilidade feminina.
As frutas e hortaliças garantem o aporte de nutrientes necessários, ajudam o intestino a funcionar melhor e ajudam a processar as proteínas.
  1. Carboidratos

    São alimentos que proporcionam energia, por isso são essenciais, principalmente, para quem se exercita e para as gestantes. que necessitam de uma disposição maior. Porém, devem ser consumidos na forma integral, pois os refinados são altamente calóricos e aumentam a produção dos hormônios insulina e estrogênio, causadores de distúrbios da fertilidade feminina. Neste grupo, estão os cereais, pães, tubérculos e raízes. Os cereais, como aveia e amaranto, são ricos em fibras, vitaminas do complexo B e zinco.

  2. Frutas e Hortaliças

    São ricas em água, fibras, vitaminas e minerais. Isso garantem o aporte de nutrientes necessários e ajudam o intestino a funcionar melhor e a processar proteínas, carboidratos e gorduras no organismo. Outra vantagem é que proporcionam saciedade e possuem baixíssimas calorias.

  3. Proteínas

    Estão presentes em alimentos, como carnes, ovos, feijão, lentilha e grão-de-bico, além de leite e seus derivados. A proteína animal é melhor absorvida pelo organismo, mas deve-se preferir as  opções magras. Determinados alimentos ricos em proteína animal são fontes de gordura saturada e de colesterol. A proteína é de extrema importância, pois auxilia na formação e no crescimento do corpo. Durante a gestação, é ainda mais essencial, por ajudar no desenvolvimento fetal e da placenta, além de auxiliar no trabalho de parto e na lactação. Uma dieta pobre em proteína pode deixar a tentante com fraqueza muscular, deficiência hormonal, baixa imunidade e até gerar anemia.

  4. Óleos, gorduras e açúcares

    Apesar de serem essenciais ao organismo, o consumo deve ser baixo. Do contrário, pode influenciar no ganho de peso e acarretar o aumento do colesterol ruim (LDL). Dê preferência às gorduras vegetais que ajudam a controlar os níveis de colesterol. A grávida precisa ter um estoque de gordura boa. Para isso, existem alimentos recomendados, como castanhas, sementes e azeite de oliva, com função anti-inflamatória. Eles também regulam o metabolismo.

  5. Ferro

    Atua no transporte de oxigênio para todas as células do corpo e é essencial à vida. Sua falta pode causar cansaço, desânimo e até anemia. As mulheres devem reforçar seu consumo durante o período de menstruação, visto que há uma perda do mineral com o sangramento. Outra indicação é na gestação, porque ele ajuda no crescimento saudável do bebê e previne o risco de partos prematuros. Pode ser encontrado em grãos, cereais e vegetais de folhas verde-escuras, como agrião, couve e taioba. Vale ressaltar que as carnes são as principais fontes de ferro. Elas também possuem melhor absorção do mineral pelo organismo.

  6. Cálcio

    O consumo é essencial para a formação dos ossos e dentes e para prevenir problemas como a osteoporose e ou ligados à perda de massa óssea. A falta também está relacionada a doenças como obesidade, câncer de cólon e hipertensão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a um adulto o consumo, em média, de 1.000 mg de cálcio diários. O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. Embora também seja encontrado em alimentos como ovo, abobrinha, agrião, espinafre, brócolis, quiabo, banana, ameixas secas, peixes (especialmente a sardinha), feijão e leguminosas.

  7. Vitamina D

    Esta vitamina ajuda na absorção do cálcio e fósforo. Por isso, é fundamental ao organismo para fortificar ossos, dentes e músculos – inclusive o coração. Pode ser encontrada no leite e seus derivados, na gema de ovo, manteiga, no fígado, feijão, nos peixes e frutos do mar, como salmão, ostras, atum e sardinhas. Mas, para ativar essa vitamina, é recomendável tomar sol de 15 a 20 minutos por dia.

  8. Zinco

    O mineral ajuda a tireoide a produzir hormônios que regulam o metabolismo e está relacionado ao sistema imunológico. Por isso, é de extrema importância para combater fungos, bactérias e vírus, evitando que fiquemos doentes. Sua falta causa, além de baixa imunidade, problemas no fígado, aumento dos níveis de glicose no sangue, entre outros. Ele está presente em sementes de abóbora, espinafre, caju, cacau, feijão, carnes, pães e arroz integral e oleagenosas, como nozes e castanhas.

  9. Vitamina C

    Conhecida por atuar no sistema imunológico prevenindo doenças, também ajuda na absorção do ferro. A ação antioxidante melhora a atividade das células. É necessária para a formação de ossos, cartilagem, músculos e vasos sanguíneos. A carência causa uma doença chamada escorbuto, que provoca dor muscular e nas articulações, cansaço, manchas na pele e sangramento das gengivas. A vitamina C está presente em muitos alimentos: frutas cítricas (maracujá, laranja, acerola, abacaxi e limão), banana, morango, goiaba, uva, caju, rabanete, tomate, batata, cebola e alho.

  10. Vitamina B6

    Conhecida como piridoxina, ela é essencial ao sistema nervoso e uma forte aliada para combater a depressão, pois produz serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Ainda contribui com o metabolismo dos aminoácidos, na produção de células do sangue, nos anticorpos e é diurética. Sua falta causa anemia, irritabilidade, náuseas e vômitos. Pode ser encontrada no leite, no arroz e nos cereais integrais, na aveia, na banana, no melão, nos ovos, na carne, na lentilha e nas nozes.

  11. Magnésio

    Este mineral regula os processos metabólicos, auxiliando na digestão e prevenindo inchaços. Sua falta interfere no equilíbrio e na função de outros minerais, como o cálcio e o potássio. Ela também está associada a doenças cardiovasculares como arritmias, hipertensão, colesterol e triglicérides altos, além de diabetes. Pode ser encontrado em vegetais de folhas verde-escuras, cereais, leguminosas, frutos secos e queijo de soja (tofu).

    Veja também: Fertilidade masculina e alimentação: a nutrição é uma aliada? e  Alimentação: como ela ajuda na fertilidade feminina?

Entenda toda a importância da Psicologia Perinatal

Desejar ter um filho é um ato lindo, mas nem sempre realizado de forma fácil e rápida. Problemas de infertilidade, ansiedade e outros motivos podem atrasar esse sonho. É aí que o casal deve receber ajuda profissional para superar esse momento.

A Psicologia Perinatal oferece tratamento psicológico ao casal que deseja engravidar, assim como durante o parto. A ciência também auxilia quem acabou de ter um filho, sendo indicada para momentos com mudanças significativas na vida.

Expectativas, frustrações, mudanças no corpo e hormonais acometem o organismo feminino durante essa etapa da vida. Por isso, um acompanhamento especializado é fundamental para preservar a saúde psicológica da mulher e, consequentemente, do bebê e de toda a família.

Como a Psicologia Perinatal ajuda quem não consegue engravidar?

De acordo com um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde – OMS, a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a estimativa é de que 8 milhões sejam inférteis. Diante dessa grande demanda, a Psicologia Perinatal entra em cena, justamente, para ajudar as famílias que desejam ter filhos, mas esbarram em diversas outras dificuldades.

Na maioria dos casos, quem está em busca do sonho de ser mãe ou pai recorre a tratamentos de fertilização. O problema é que acaba não sabendo lidar com a pressão psicológica em torno da expectativa do resultado. Por esse e outros motivos é essencial à família se submeter a um acompanhamento profissional. Além do próprio bem-estar, essa decisão contribuirá para um melhor desenvolvimento durante a tentativa de gravidez.

Quando procurar um profissional?

O ideal é buscar a especialidade a partir do momento no qual se decida engravidar, tendo dificuldades biológica ou não. É importante considerar que durante as tentativas de gravidez, assim como na gestação e no puerpério, questões psicológicas, sociais e físicas serão relevantes no cotidiano dos pais. Portanto, a Psicologia Perinatal é fundamental para a manutenção da qualidade de vida desde o início da gestação. Esse apoio especializado contribuirá para uma boa relação no ambiente familiar, principalmente para com o bebê.

Veja também: Clínica de reprodução humana: como escolher?

Saiba identificar uma gravidez psicológica

A excessiva vontade de engravidar ou o receio de que isso aconteça – por diversos motivos – pode levar a mulher a passar por uma gravidez psicológica, também conhecida como pseudociese. Essa condição mental é amparada pelos clássicos sintomas de uma gestação, o que pressupõe que a pessoa esteja grávida quando não está.

Na verdade, a gestação só é detectada quando a paciente realiza um teste de gravidez, como os comercializados nas farmácias ou um exame de sangue. Ao realizar o exame solicitado pelo médico, elimina-se a dúvida em relação à veracidade da gravidez.

Os sintomas são os da gravidez biológica?

As alterações no corpo e sensações típicas de uma gravidez biológica são praticamente idênticas às da gravidez psicológica. Enjoos, sonolência, desejos alimentares e ausência e/ou atraso da menstruação são sintomas das mulheres “grávidas” psicologicamente. E como se não bastasse, a barriga e as mamas também podem crescer. Isso proporciona a sensação de que há algo mexendo na parte interna da região abdominal. Já o organismo, incrivelmente, chega a produzir leite em alguns casos.

Gravidez psicológica tem tratamento

Estima-se que a cada 22 mil gestações no Brasil uma não seja real. O fato curioso é que a gravidez psicológica acontece também no mundo animal. Diante dos sintomas idênticos aos de uma gravidez biológica, a psicológica, quando diagnosticada, deve ser tratada por profissionais especializados. Esse cuidado serve para evitar sequelas traumáticas tanto para o corpo quanto a mente da mulher.

O problema não se resolve sozinho. Então, o ideal é buscar a ajuda de uma equipe multidisciplinar. Podem ser o médico ginecologista e psicólogo, preferencialmente do ramo perinatal. Vale ressaltar, também, que um quadro de gravidez psicológica pode impedir uma gestação verdadeira. Ou seja, este é mais um motivo importante para realizar o tratamento adequado com profissionais especializados.

Veja também:8 Dúvidas frequentes sobre reprodução humana assistida

Endometriose tem cura? Conheça causas, sintomas e tratamento

Autor: Prof. Dr. Philip Wolff

A endometriose é uma inflamação crônica e aguda no sistema reprodutor feminino, que atinge cerca de seis milhões de mulheres no Brasil e 200 milhões no mundo. Esses são dados da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e que descama ao final do ciclo menstrual, caracterizando a menstruação. Na endometriose, este tecido reflui e se implanta fora do útero, atingindo órgãos, como trompas e ovários.

Diagnóstico, causas e tratamento da endometriose

Mulher com mão no abdomen dolorido por causa da endometriose.
A endometriose afeta cerca de 6 milhões de mulheres no Brasil.

As causas ainda são desconhecidas, apesar de haver diversos estudos sobre o assunto. Existem tratamentos para que a paciente tenha uma melhora e mais qualidade de vida, visto que a doença causa dor crônica física, afetando, inclusive, o lado emocional.

O grande problema da endometriose é o diagnóstico, na maioria das vezes, tardio. De acordo com a SBE, as mulheres levam, em média, sete anos para detectarem o problema. E mais: na maioria das vezes, a doença já está em estado avançado.

A paciente sente muitas dores físicas, mas as confunde, normalmente, com cólicas menstruais. Por isso, demora para identificar o problema e solicitar ajuda médica.

Em alguns casos, a endometriose tem cura. Medicamentos supressores da menstruação ou até mesmo cirurgia podem reduzir completamente os sintomas da doença. Porém ainda não é possível evitar o crescimento do tecido endometrial fora do útero e, por essa razão, a doença pode retornar.

Quais os sintomas da endometriose?

Geralmente pacientes sentem dor ao urinar ou durante a relação sexual. Além disso, são comuns sintomas como cólicas menstruais fortes e progressivas, sensação de inchaço ou dor na região pélvica e dores intestinais. Sem contar a dificuldade para engravidar. O diagnóstico é feito por exames clínicos, bioquímicos e de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética.

Quem tem endometriose pode engravidar?

A endometriose pode gerar infertilidade pelo acometimento das trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero, essencial para a fertilização. Segundo a SBE, cerca de 40% das mulheres com endometriose apresentam problemas de infertilidade. Nesses casos, a paciente pode engravidar por meio da Fertilização In Vitro (FIV). Porém, a doença pode apenas dificultar a gestação e não propriamente impedi-la.

Existem mulheres que engravidam naturalmente, mesmo portadoras da doença. Porém, na maioria das vezes, sofrem abortos espontâneos. Segundo pesquisa realizada na Escócia, apresentada no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, o risco de aborto espontâneo em mulheres com endometriose é 76% maior do que em quem não tem a doença.

Por isso, o primeiro passo é o tratamento por meio de medicamentos. Para isso há os contraceptivos hormonais, que podem ser administrados via oral, injetáveis, ou o DIU – Dispositivo Intrauterino. Há ainda a possibilidade de procedimento cirúrgico, se necessário. A Laparoscopia, uma microcirurgia menos invasiva, é uma opção.

Em alguns casos, terapias alternativas são recomendadas para amenizar a dor, além de exercícios e psicoterapia.

Dr. Philip Wolff, de jaleco e braços cruzados, especialista em inseminação artificial.

Consultoria: Philip Wolff, professor e doutor em Ciências Biomédicas e sócio-fundador da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica. Diretor e responsável legal da Clínica Genics e responsável técnico pelos laboratórios de Andrologia, Embriologia e Criopreservação. Especialista em Biotecnologia pelo Instituto Butantan, mestre em Bioquímica e Biologia Molecular – IQ-USP e Doutor em Ciências Biomédicas – ICB-USP. CRBio 18942/01.
Instagram: @phwolff / Linkedin: philip-wolff

Veja também: Menopausa precoce: causas e sintomas

Menopausa precoce: causas e sintomas

Simone Cristina tinha muito tempo ainda para pensar em ser mãe. Estudar e trabalhar eram seus primeiros planos, assim como acontece com a maioria das mulheres atualmente. Finalmente, quando estava com a vida mais estabilizada e encontrou o parceiro ideal, bateu o desejo de ter um filho, mas ela teve uma ingrata surpresa: entrou no climatério aos 37 anos.

“Se bobear, eu já estava na menopausa antes, mas como tomava anticoncepcional nem podia imaginar. Quando comecei a fazer os exames, a pedido do ginecologista, para engravidar, descobri essa fatalidade”, diz.

Ovodoação é saída para engravidar na menopausa

Assim como Simone, muitas mulheres passam por essa situação. Com a falência precoce dos óvulos e entrada da menopausa, a saída para realizar o sonho de ser mãe é recorrer a um programa de ovodoação. “Na época assumi que não poderia ter filhos e me acomodei. Mas meu marido sempre quis, então tentamos alguns tratamentos sem sucesso. Como ele tinha uma alteração genética, seria mais difícil ainda encontrar uma doadora compatível”, explica.

A professora de educação infantil ficou desanimada, mas, mesmo com o passar do tempo, a vontade de ser mãe não cessou. Hoje, aos 52 anos, ela recorreu ao programa de ovodoação na Genics Reprodução Humana Assistida e comemora a 17ª semana de gestação. “O carinho e a dedicação que recebi do médico e de todos da equipe foram fundamentais para eu voltar a ter esperança e realizar meu sonho”, declara.

Veja 5 sintomas da menopausa

1. Ondas de calor

Sensação de aquecimento de face e tronco, podendo se espalhar para todo o corpo.  As ondas de calor podem aparecer em qualquer hora do dia e, às vezes, chega a ser tão desagradável a ponto de interferir nas atividades do dia a dia.

2. Suor

Geralmente acompanha as ondas de calor.

3. Alteração da libido

Redução do desejo sexual e falta de lubrificação é queixa frequente, tornando as relações sexuais dolorosas.

4. Irritabilidade

A mulher torna-se mais sensível emocionalmente.

5. Osteoporose

A osteoporose é definida como uma diminuição importante da quantidade de massa óssea, com alto risco de ocorrer fraturas, principalmente em relação à coluna vertebral, ao quadril e fêmur.

Climatério x agrotóxicos

Imagem de DNA alterado na menopausa.
Os agrotóxicos são capazes de lesionar e alterar a estrutura do DNA.

De acordo com Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira, ginecologista formado pela UNIFESP, com mestrado e doutorado em ginecologia e obstetrícia pela FMUSP, que atende na Genics, cresce o número de mulheres com falência de óvulos precocemente.

“Há mulher com 30 anos entrando na menopausa. E isso, no meu ponto de vista, deve-se, principalmente, aos poluentes ambientais, porque eles são capazes de promover disruptura nos receptores hormonais. Para mim, os agrotóxicos são os principais responsáveis por esse fenômeno”, explica o especialista.

“Tanto que o índice de mulheres com falência ovariana que moram em zonas canavieiras ou de soja, por exemplo, é mais alto. Isso porque os agrotóxicos são capazes de lesionar e alterar a estrutura do DNA”, complementa Dr. Dirceu Henrique.

Segundo o ginecologista Dr. Dirceu Henrique Mendes, da Genics, os agrotóxicos podem causar danos como desregulação hormonal, infertilidade, impotência, abortos, má-formação e câncer.

Como se alimentar?

Mulher na menopausa com camiseta branca e as duas mãos oferecendo futas: maça e pera em cada uma.
Durante a menopausa, o melhor é diminuir a ingestão de carnes vermelhas e aumentar o consumo de proteínas vegetais, como frutas, verduras e legumes.

Em relação aos agrotóxicos, entrar em pânico não vai adiantar. O mais indicado para as tentantes é manter um estilo de vida saudável, uma alimentação balanceada. O ideal é diminuir durante a menopausa a ingestão de carnes vermelhas e aumentar o consumo de proteínas vegetais. Isso vale para frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos.

“Vale saber que temos um sistema intestinal bastante eficiente. Em conjunto com o fígado, ele libera as toxinas, por isso é importante manter o intestino funcionando bem, por meio do consumo de fibras, água e probióticos. Ou seja, alimentos com bactérias do bem, como Bifidobacterium e Lactobacillus, responsáveis pela absorção de nutrientes e melhora do sistema digestivo e imunológico“, recomenda o Dr. Dirceu.

Iogurte e queijo fermentados e coalhada são alguns deles. “Por isso, as futuras grávidas e as próprias gestantes precisam ter um estilo de vida virtuoso. Como? Respeitando quatro pilares importantes: alimentação balanceada, atividade física regular, gerenciamento das emoções e estresse, e sono reparador” alerta o médico.

Alimentos vilões da fertilidade

Mulher na menopausa comendo pizza..
Açúcar, o carboidrato refinado e cafeína são alguns dos vilões da fertilidade.

Não é só com os agrotóxicos que as tentantes devem se preocupar. Há alimentos que ajudam a mulher a engravidar, assim como há aqueles que trazem problemas. O açúcar, o carboidrato refinado e a cafeína, por exemplo, são alguns dos vilões da fertilidade.

O primeiro pode desregular a produção hormonal, atrapalhando a ovulação e a qualidade dos óvulos. Sem contar que pode levar à obesidade. E a produção de células gordurosas pode levar à irregularidade do ciclo menstrual e à ovulação não efetiva. O segundo, o carboidrato, passa, pelo menos alguns deles, por um nocivo processo de refinação. O processo facilita a perda de nutrientes como antioxidantes, vitaminas do complexo B e ferro, importantíssimos para quem está tentando engravidar.

O terceiro da lista, cafeína, em excesso prejudica a absorção do cálcio e ferro. O consumo também aumenta as chances de aborto espontâneo nas primeiras semanas de gravidez. Lembrando que não é só o café que possui cafeína. Chocolates, alguns chás e refrigerantes também apresentam a substância. Mas, é claro, tudo pode ser consumido com moderação. O equilíbrio é a palavra-chave.

Menopausa e alimentos ricos em ômega e ferro

Prato com salmão, legumes e verduras, ideal para a mulher na menopausa.
A tentante deve investir em uma dieta rica em alimentos ricos em ômega 3 e 6 e ferro.

A tentante deve investir, sem medo, em alimentos ricos em ômega 3 e 6, como peixes, linhaça, castanhas, vegetais de folhas escuras, leite, ovos e carnes magras. Esses alimentos são capazes de tornar a membrana do óvulo mais maleável, favorecendo a penetração dos espermatozoides. Os alimentos integrais também são bem-vindos, porque estimulam o bom funcionamento do intestino.
Alimentos ricos em ferro são essenciais para o desenvolvimento do bebê. A ausência dessa vitamina no organismo feminino também é capaz de desregular a ovulação. Feijão, açaí, fígado, mariscos e algumas leguminosas, como soja, grão de bico e lentilha, são fontes poderosas de ferro.

O ácido fólico também não pode faltar na dieta da tentante. Aliás, recomenda-se que a mulher aumenta a ingestão dessa substância três meses antes de engravidar, para evitar problemas na formação do sistema nervoso do bebê. A soja, o feijão e as verduras com folhas mais escuras são ricos nele.

 

Médico de jaleco fala sobre aconselhamento genéticoConsultoria: Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira, Médico ginecologista formado pela UNIFESP, Mestre em Ginecologia e Obstetrícia pela FMUSP e Doutorado em Ginecologia e Obstetrícia pela FMUSP. CRM13834 | RQE 46448

Veja também: Há relação entre fertilidade feminina e obesidade?

Há relação entre fertilidade feminina e obesidade?

Fertilidade feminina e obesidade estão relacionadas? Enquanto vários estudos são conduzidos, a obesidade torna-se um problema alarmante de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, ela atinge quase um em cada cinco brasileiros. Ou seja, mais da metade da população das capitais brasileiras sofrem com o excesso de peso. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Índice de Massa Corpórea (IMC) de um adulto saudável deve ser entre 18,5 a 24,9. A partir de 25 já é considerado sobrepeso e, acima de 30, obesidade. Para fazer o cálculo do IMC, divide-se o peso pelo quadrado da altura (P/A²). Para combater a obesidade, cada vez mais é recomendada a cirurgia bariátrica (gastroplastia).

Estudos sobre fertilidade feminina e obesidade

Mulher obesa com camiseta preta e olhos vendados com braços erguidos tem uma maça em uma mão e uma torta na outra.
Adotar uma dieta rica em nutrientes aumentam as chances de fertilização.

Há uma forte associação entre obesidade e infertilidade. Apesar de existirem poucos estudos, após procedimentos de cirurgia bariátrica, a perda de peso no paciente gera um impacto positivo sobre a fertilidade. Um dos aspectos observados é a regularização do ciclo menstrual, que aumenta e melhora a produção de óvulos. É que muitas pacientes obesas não menstruam ou apresentam anovulação.

Segundo o artigo “Impacto da cirurgia bariátrica na fertilidade feminina”, de Flavia Lino Erse de Melo e Marco de Melo (2017), em um estudo retrospectivo no qual os autores avaliaram 98 pacientes anovulatórias. Desses, 71% restabeleceram a regularidade menstrual após a cirurgia bariátrica. Em outro estudo, os ciclos menstruais regulares retornaram em 24 mulheres obesas mórbidas portadoras de ovários policísticos.

O mesmo artigo traz também dados mais positivos sobre a taxa de gestação espontânea em pacientes obesas, após serem submetidas ao procedimento de gastroplastia em banda: 47%. Mas, vale ressaltar que, devido à rápida perda de peso, as carências nutricionais, entre outros fatores, podem complicar a evolução da gravidez. Por isso, os médicos recomendam a gestação somente de 12 a 24 meses após a cirurgia.

Baixo peso ou desnutrição

Fertilidade feminina e obesidede. Mulher magra, com calça jeans larga, segurada com a mão.
Mulheres com o peso muito abaixo do saudável podem ter mais dificuldades para engravidar.

A magreza excessiva também traz problemas para quem sonha em ser mãe. Uma pessoa é considerada abaixo de seu peso quando seu IMC é menor do que 18,5. Além da desnutrição, que pode acarretar diversos danos à saúde, como anemia, extremamente prejudicial à mãe e ao bebê, mulheres com o peso muito abaixo do saudável podem ter mais dificuldades para engravidar. Ou seja, desequilíbrios hormonais ou de nutrientes podem desregular o ciclo menstrual e inibir a ovulação, deixando a mulher infértil.

Reeducação alimentar x chances de gravidez

Refeição com legumes e verduras indicados para a fertilidade.
Manter uma reeducação alimentar e adotar uma dieta rica em nutrientes (vitaminas e minerais) ajudar a normalizar as funções reprodutivas.

Mais importante do que chegar ao peso ideal é alcançar a meta de forma saudável. O melhor caminho é manter uma reeducação alimentar e passar a adotar uma dieta rica em nutrientes (vitaminas e minerais), que vai ajudara normalizar as funções reprodutivas afetadas com a obesidade e aumentar as chances de fertilização, principalmente em tratamentos de reprodução assistida, como Inseminação Artificial e FIV, que contam com uma boa produção de espermatozoides e óvulos saudáveis para viabilizar a fertilização.

Estudo publicado em 2013, na revista da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, mostrou que pacientes com orientação alimentar apresentaram duas vezes mais chances de engravidar.

Veja também: 8 dúvidas frequentes sobre reprodução assistida