Programa de Ovodoação tem altas chances de sucesso

Óvulos de uma mulher, aglomerados, na cor rosa
Autor: Prof. Dr. Philip Wolff

A Genics Medicina Reprodutiva e Genômica conta com um programa de ovodoação de ponta, seguro, eficaz e rápido. É preciso lembrar que a legislação brasileira vigente não permite que a doação de óvulos seja comercializada e determina que seja anônima. Por essa razão, ao contrário de outros países, como nos Estados Unidos, não há um banco de comercialização no Brasil.

Felizmente, os programas voluntários de ovodoação existem em boa parte das clínicas de reprodução humana, especialmente nas que atuam em grandes cidades. No caso da Genics, o programa funciona de duas maneiras:  ovodoação compartilhada ou banco de oócitos.

Ovodoação compartilhada e banco de oócitos

Nas duas modalidades, se a paciente não residir em São Paulo, podemos estabelecer uma parceria com a clínica ou com o médico responsável pela paciente. O procedimento é simples, seguro e funciona da seguinte forma:

  • O primeiro passo é estabelecer um contrato entre as clínicas ou com o médico e a clínica da receptora. Firmada a parceria, o médico encaminha as características da receptora e nossa equipe envia as características da doadora. Encaminhamos todos os exames necessários e as características, para a análise e apreciação do médico responsável pela receptora.
  • Depois dessa análise, se todos estiverem de acordo, enviamos os termos de consentimento e, posteriormente, os oócitos criopreseervados. Estes são enviados por meio de uma transportadora especializada nesse tipo de entrega porta a porta, que é feita com todos os procedimentos necessários de conservação. Outra opção é a clínica responsável pela receptora nos enviar os espermatozoides do companheiro da receptora. Nesse caso, realizamos todos os processos de fertilização em nossos laboratórios e enviamos os embriões criopreservados para serem transferidos na receptora em seu período fértil.
  • Além disso, a clínica da receptora pode estabelecer que um profissional do seu corpo clínico acompanhe e/ou faça todo o processo, que será realizado nos laboratórios da Genics.

O que é preciso para ser doadora no programa de ovodoação da Genics?

Duas mãos form um coração e ao fudo está o mar e o pôr do sol.
Para o programa de ovodoação, as doadoras precisam se candidatar voluntariamente e devem ter até 35 anos de idade.
  1. As doadoras precisam se candidatar voluntariamente
  2. Precisam ter até 35 anos de idade, período que os óvulos ainda estão saudáveis e podem permitir uma gestação mais segura, com menos risco de aborto ou alterações cromossômicas
  3. Devem apresentar exames atuais, que comprovem seu estado de saúde. Nesses exames são investigadas doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, hepatites B e C, sífilis, clamídia, gonorreia e vírus Zika
  4. Apesar de no Brasil não ser obrigatório a realização do exame de cariótipo, que detecta anormalidades cromossômicas, no Programa de Ovodoação da Genics esse exame é realizado. Com ele, podemos selecionar doadoras que não “carregam” alterações cromossômicas numéricas ou estruturais. Assim, conseguimos evitar o risco de termos embriões que não sejam saudáveis do ponto de vista cromossômico

Programa de ovodoação para mulheres

Com o avanço da medicina e as modernas técnicas de reprodução humana, como a Fertilização In Vitro (FIV), a doação ajuda a realizar o sonho de ter um filho. É ideal para mulheres no climatério ou que, por algum motivo, tenham a reserva ovariana comprometida por quimioterapia e /ou radioterapia ou falência ovariana prematura, entre outras doenças que acometem a fertilidade.

Como sabemos, existem diversos casos de mulheres que podem ser beneficiadas pela doação de gametas. Afinal, a mulher nasce com uma quantidade de óvulos determinada para toda sua vida fértil. Com o passar dos anos, o estoque diminui até chegar à menopausa. Também há casos nos quais a menopausa chega precocemente à vida da mulher, com ela ainda jovem. E isso impede que a gravidez ocorra naturalmente.

Programa de ovodoação para casais homoafetivo

Esse recurso também favorece os casais homoafetivos, especialmente os homens. Durante o processo de ovodoação, um deles pode usar o espermatozoide para fecundar o óvulo doado, em um útero temporariamente “emprestado” por familiares com grau de parentesco até de quarto grau. Na ausência de parentes próximos, uma receptora voluntária pode ser usada, desde que haja aval dos conselhos de medicina. Além de ser uma alternativa para pacientes que fizeram tratamentos oncológicos.

Como acontece a escolha da doadora para o programa de ovodoação?

A escolha das doadoras é de responsabilidade dos médicos. Normalmente, selecionamos doadoras com as mesmas características físicas da receptora e o mesmo tipo sanguíneo.

Doação de óvulos voluntária ou compartilhada?

A doação de óvulos nas clínicas brasileiras pode ser voluntária ou compartilhada. Na primeira opção, a doadora resolve ceder totalmente seus óvulos para ajudar as mulheres que não conseguem engravidar por diferentes motivos:

  • Quando a mulher não produz mais a quantidade de óvulos saudáveis necessária para engravidar naturalmente ou por meio da Fertilização In Vitro (FIV)
  • Quando tem falência ovariana, ou seja, ausência dos ovários
  • Quando fica infértil por alguma doença ou pelo uso contínuo de alguma medicação, como as que passam por tratamentos oncológicos

Já a doação compartilhada acontece quando a doadora deseja se tornar mãe, mas, seu parceiro, por exemplo, apresenta algum problema de infertilidade, precisa recorrer a um tratamento de fertilização, mas o casal não tem condições financeiras para realizá-lo. Neste caso, a receptora dos óvulos doados arca com parte do tratamento da doadora e recebe, em troca metade dos óvulos.

Vale ressaltar que todo esse procedimento é realizado com muito critério e transparência, para que essa troca seja justa para ambas as partes. Tanto doadora como receptora não podem se conhecer, pois a doação precisa ser anônima.

Como os óvulos são armazenados

Os óvulos são congelados e armazenados em contêineres de nitrogênio líquido, identificados com as siglas da doadora. Para que as receptoras de oócitos congelados se beneficiem com o tratamento, são fornecidos a ela em torno de 6 a 10 óvulos. O descongelamento dos oócitos pode ser realizado quando o endométrio da receptora estiver preparado para receber os embriões.

A chance de gravidez com ovodoação é de 50 a 60%!

Mulher grávida com barriga à mostra com desenho de um feto.
Atualmente é possível utilizar óvulos doados sem recorrer a bancos estrangeiros.

Como existe um critério na escolha das doadoras, que normalmente são mais jovens, as chances de gravidez com o processo de ovodoação são bem maiores em relação aos demais tratamentos de fertilização. Portanto, se uma paciente com mais de 40 anos receber óvulos de uma doadora mais jovem (de até 35 anos), as chances de engravidar aumentam até cinco vezes.

Quantos embriões podem ser transferidos

De acordo com as normas do CFM, o número máximo de embriões permitidos para serem transferidos é de quatro. No entanto, a quantidade pode ser menor de acordo com a idade da paciente:

  • Até 35 anos, o máximo são dois embriões
  • Entre 36 e 39 anos, até três embriões
  • Com 40 anos ou mais, até quatro embriões

Vale salientar que, para o programa de ovodoação, o máximo de embriões transferidos são sempre 2. Dessa forma, os embriões que forem fecundados de forma positiva, e não forem transferidos para o útero, podem ser congelados e utilizados ou para dar continuidade do tratamento ou para novas gestações.

Dr. Philip Wolff, de jaleco e braços cruzados, especialista em inseminação artificial.Consultoria: Philip Wolff, professor e doutor em Ciências Biomédicas e sócio-fundador da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica.
Instagram: @phwolff / Linkedin: philip-wolff

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