Programa de Ovodoação cresce 25%

Atualmente é possível utilizar óvulos doados sem recorrer a bancos estrangeiros. Na Genics Medicina Reprodutiva e Genômica, por exemplo, contamos com um programa de ovodoação de ponta, seguro, eficaz e rápido. Nos últimos meses, tivemos um crescimento de 25%, e a tendência é crescer ainda mais.

Mas é preciso lembrar: a legislação brasileira vigente não permite a doação de óvulos comercializada e determina que seja anônima. Por essa razão, ao contrário de outros países, como nos Estados Unidos, não há um banco de comercialização no Brasil.

Doação compartilhada ou banco de oócitos

Felizmente, os programas voluntários de ovodoação existem em boa parte das clínicas de reprodução humana, especialmente nas localizadas em grandes cidades. Nosso programa funciona de duas maneiras: ovodoação compartilhada ou banco de oócitos.

Nas duas modalidades, se a paciente não residir em São Paulo, podemos estabelecer uma parceria com a clínica ou com o médico responsável. O procedimento é simples, seguro e funciona da seguinte forma:

  1. O primeiro passo é estabelecer um contrato entre as clínicas ou com o médico e a clínica da receptora. Firmada a parceria, o médico encaminha as características da receptora. Então, nossa equipe envia as características da doadora com todos os exames necessários para a análise e apreciação do médico responsável pela receptora. Após essa análise, se todos estiverem de acordo, enviamos os termos de consentimento. Posteriormente, os oócitos criopreseervados são enviados através de uma transportadora especializada nesse tipo de entrega porta a porta, feita com todos os procedimentos necessários de conservação.
  2. Outra opção é a clínica responsável pela receptora nos enviar os espermatozoides do companheiro da receptora. Nesse caso, realizamos todos os processos de fertilização em nossos laboratórios e enviamos os embriões criopreservados para serem transferidos para a receptora em seu período fértil. Além disso, a clínica da receptora pode estabelecer que um profissional do seu corpo clínico acompanhe e/ou faça todo o processo realizado nos laboratórios da Genics.

O que é preciso para ser doadora no programa da Genics

Mulher oriental segura um coração, símbolo do programa de ovodoação
Voluntárias precisam ter até 35 anos e passar por uma triagem, quando é realizada uma série de exames.
  • As doadoras precisam se candidatar voluntariamente.
  • Precisam ter até 35 anos de idade, período que os óvulos ainda estão saudáveis e podem permitir uma gestação mais segura, com menos risco de aborto ou alterações cromossômicas.
  • Apresentar exames atuais, que comprovem seu estado de saúde. Nesses exames são investigadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como HIV, hepatites B e C, sífilis, clamídia, gonorreia e vírus Zika.
  • Apesar de no Brasil não ser obrigatório a realização do exame de cariótipo, que detecta anormalidades cromossômicas, no Programa de Ovodoação da Genics esse exame é realizado. Assim, podemos selecionar doadoras que não “carregam” alterações cromossômicas numéricas ou estruturais. Esse procedimento evita o risco de termos embriões não saudáveis do ponto de vista cromossômico.

Quem se beneficia com o Programa de Ovodoação

Com o avanço da medicina e as modernas técnicas de reprodução humana, como a Fertilização in Vitro (FIV), a doação ajuda a realizar o sonho de ter um filho. É ideal para mulheres no climatério ou que, por algum motivo, tenham a reserva ovariana comprometida por quimioterapia, radioterapia ou falência ovariana prematura, entre outras doenças que acometem a fertilidade.

Como sabemos, existem diversos casos de mulheres que podem se beneficiar da doação de gametas. Afinal, a mulher nasce com uma quantidade de óvulos determinada para toda sua vida fértil. Com o passar dos anos, o estoque diminui até chegar na menopausa. Também há casos nos quais a menopausa chega precocemente à vida da mulher, com ela ainda jovem. O fato impede que a gravidez ocorra naturalmente.

Esse recurso também favorece os casais homoafetivos, especialmente os homens. Durante o processo de ovodoação, um deles pode usar o espermatozoide para fecundar o óvulo doado, em um útero temporariamente “emprestado” por familiares com grau de parentesco de até quarto grau. E, na ausência de parentes próximos, uma receptora voluntária pode ser usada, desde que haja aval dos conselhos de medicina. Além de ser uma alternativa para pacientes que fizeram tratamentos oncológicos.

Como acontece a escolha da doadora

A escolha da doadora é de responsabilidade dos médicos. Normalmente, selecionamos doadoras com as mesmas características físicas da receptora e o mesmo tipo sanguíneo.

Qual é a diferença entre doação voluntária e compartilhada

Na doação voluntária, a doadora resolve ceder totalmente seus óvulos para ajudar as mulheres que não conseguem engravidar por diferentes motivos. São eles:

  • Quando a mulher não produz mais a quantidade de óvulos saudáveis necessária para engravidar naturalmente ou por meio da Fertilização in Vitro (FIV).
  • Quando tem falência ovariana, ou seja, ausência dos ovários.
  • Quando torna-se infértil por alguma doença ou pelo uso contínuo de alguma medicação, exemplo das mulheres em tratamentos oncológicos.

Já a doação compartilhada acontece quando a doadora deseja se tornar mãe, mas, seu parceiro, por exemplo, apresenta algum problema de infertilidade. Nesse caso, é preciso recorrer a um tratamento de fertilização. Se o casal não tiver condições financeiras para realizá-lo, a receptora dos óvulos doados arca com parte do tratamento da doadora. Em troca, a receptora recebe metade dos óvulos.

Vale ressaltar que todo o procedimento é realizado com critério e transparência, para que a troca seja justa para ambas as partes. Assim, tanto a doadora como a receptora não podem se conhecer, pois a doação precisa ser anônima.

Como os óvulos são armazenados

Os óvulos são congelados e armazenados em contêineres de nitrogênio líquido, identificados com as siglas da doadora. Para que as receptoras de oócitos congelados se beneficiem com o tratamento, são fornecidos a ela em torno de 6 a 10 óvulos. O descongelamento dos oócitos pode ser realizado quando o endométrio da receptora estiver preparado para receber os embriões.

Taxa de gestação com óvulos doados é de 50 a 60%!

Como existe um critério na escolha das doadoras, que normalmente são mais jovens, as chances de gravidez com o processo de ovodoação são bem maiores em relação aos demais tratamentos de fertilização. Portanto, se uma paciente com mais de 40 anos receber óvulos de uma doadora mais jovem (de até 35 anos), as chances de engravidar aumentam até cinco vezes.

Quantos embriões podem ser transferidos?

De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), o número máximo de embriões permitidos para serem transferidos é de quatro. No entanto, a quantidade pode ser menor, de acordo com a idade da paciente.

Até 35 anos, o máximo são dois embriões. Entre 36 e 39 anos, até três embriões. E com 40 anos ou mais, até quatro embriões. Para o programa de ovodoação, o máximo de embriões transferidos são sempre 2.

Dessa forma, os embriões fecundados de forma positiva, mas não transferidos para o útero, podem ser congelados e utilizados – ou para dar continuidade ao tratamento ou para novas gestações.

Dr. Philip Wolff, do programa de ovodoação, com jaleco e braços cruzadosPhilip Wolff é professor e doutor em Ciências Biomédicas e sócio-fundador da Genics Medicina Reprodutiva.

Veja também: Ovodoação: saiba tudo sobre o processo e Como funciona um programa de ovodoação no Brasil?