Qual é a diferença entre endometriose e endometrioma?

Mulher com dor, pois apresenta endometrioma

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer a diferença entre endometriose e endometrioma. Segundo o ginecologista, obstetra e especialista Ricardo Luba, a endometriose, por definição, é a presença do tecido endometrial fora da cavidade uterina, também conhecida por cavidade endometrial.

Já o endometrioma é um tipo de endometriose, onde o tecido endometrial – que causa a lesão – fica encapsulado nos ovários. Ou seja, forma um cisto de conteúdo de coloração acastanhada, que lembra um aspecto achocolatado. “O principal local de acometimento da endometriose é nos ovários, que pode ser endometrioma ou lesões superficiais”, explica Luba e complementa: “Nem sempre quem tem endometriose terá dificuldade de engravidar.”

Entendendo o endometrioma e a endometriose

Apesar de a principal causa de infertilidade ser a endometriose, o endometrioma, por ser mais controlado quando isolado, não interfere tanto na fertilidade. As endometrioses mais severas, com acometimento de cavidade pélvica, tubas uterinas, ovários, intestinos, bexiga e outros órgãos vão trazer uma dificuldade maior de engravidar”. Por isso, as chances de engravidar dependem de uma avaliação individualizada e varia de pessoa para pessoa.

“Temos de levar em consideração a idade da paciente, as condições do sêmen do marido e outras comorbidades ou alterações. Vale lembrar, também, que a endometriose pode piorar a qualidade e a quantidade dos embriões, já que pode prejudicar a qualidade dos óvulos e ter impacto na diminuição da reserva ovariana”, explica Luba.

Tipos de tratamentos

Existem dois tipos de tratamento: o cirúrgico e o clínico. No primeiro, é possível eliminar focos da doença e cistos através da videolaparoscopia, uma cirurgia com auxilio de vídeo, ou cirurgia robótica, com o objetivo de remover lesões e possíveis aderências. Já o tratamento clínico, ou seja, com medicamentos, é ministrado com anti-inflamatórios e analgésicos e com o controle e bloqueio hormonal.

No entanto, não existe, ainda, uma cura permanente para endometriose. Por isso, quem tem endometriose precisa ter um acompanhamento médico contínuo. Os tratamentos servem para aliviar a dor, diminuir as lesões endometrióticas e aumentar as chances de gravidez. “Neste caso, a fertilização in vitro é a melhor alternativa para quem deseja engravidar”, alerta Luba.

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Consultoria, Dr. Ricardo Luba
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