Sangramento na gravidez é sinal de alerta!

Algumas mulheres têm um pequeno sangramento no início da gestação. Apesar de trazer insegurança e medo, é preciso ter calma e saber que nem todo quadro que envolve sangramento na gravidez, necessariamente, evolui para um abortamento.

Normalmente, esse tipo de sangramento ocorre de 6 a 10 dias após a fecundação ou da Fertilização in Vitro (FIV). Isso pode acontecer porque o embrião está se fixando no tecido que reveste a parede interna do útero, ocasionando o rompimento de algumas veias.

“Nesses casos, o repouso é necessário. Costumo aumentar a dose de progesterona”, explica o ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, Dr. Ricardo Luba. “A gestante deve estar atenta a qualquer sinal de seu corpo e falar com o médico que estiver acompanhando o pré-natal o quanto antes”, completa.

Outros motivos que podem desencadear sangramento na gravidez

  • Relação sexual – Independentemente da semana gestacional, pode ocorrer sangramento durante ou logo depois da relação. Isso acontece porque, durante a gravidez, a circulação de sangue no útero é mais intensa. Esse fato faz que ocorra um amolecimento no colo uterino. Consequentemente, o contato do pênis com os vasos sanguíneos, que estão mais vulneráveis, pode ocasionar sangramento.
  • Hematoma subcoriônico – Popularmente conhecido como deslocamento ovular, é decorrente do excesso de sangue acumulado entre o útero e o saco gestacional.
  • Exames íntimos – Alguns procedimentos que envolvem contato com as vias de circulação próximas à vagina e ao colo do útero. Exemplo: ultrassom e exame de toque.
  • Miomas – As alterações hormonais, comuns durante o período gestacional, podem ocasionar no aumento do tamanho de miomas. Isso pode causar algum tipo de sangramento. Nesses casos, o médico irá lançar mão de alguns procedimentos para impedir prováveis complicações, como o descolamento precoce da placenta.
  • Medicamentos – Nenhum medicamento pode ser usado sem receita do médico que está acompanhando o pré-natal. Um exemplo disso é o uso de remédios anticoagulantes. Por interferirem na capacidade do corpo em manter o sangue dentro do vaso sanguíneo, podem gerar sangramento e complicações.
  • Infecções íntimas – Sangramento de coloração amarronzada pode ser um sinal de alguma infecção. Por isso, seu médico precisa ser avisado.
  • Ruptura uterina – Isso ocorre quando as paredes do útero se rompem parcialmente ou totalmente. As causas, normalmente, são decorrentes do aumento da pressão dentro do órgão em consequência do crescimento do feto ou devido às contrações no momento do parto. Normalmente, vem acompanhada de intensa dor na região abdominal e sangramento. Em alguns casos, é preciso fazer cesariana de emergência.
  • Placenta prévia – Nesse caso, em vez de a placenta ficar próxima ao topo do útero, ela fica perto do orifício interno do colo uterino. Consequentemente, pode causar sangramento.
  • Descolamento da placenta – Quando a placenta se desgruda da parede do útero, ocorrem sangramento na gravidez, dores intensas e enrijecimento na região uterina.
  • Gravidez ectópica – Em alguns casos, o embrião não consegue se fixar no útero e se desenvolve nas trompas. Esse quadro pode evoluir para um aborto espontâneo.

Vale saber!

No terceiro e último trimestre, além das causas acima mencionadas, o trabalho de parto prematuro e a ruptura da bolsa de água com a laceração do colo uterino também podem fazer a futura mamãe sangrar.

Médico com jaleco tira dúvidas sobre repouso após a FIV

*Consultoria
Dr. Ricardo Luba, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana. Graduado pela Faculdade de Medicina ABC, com residência médica no Hospital Leonor de Barros e Fellowship em reprodução humana pelo IVI SP. CRM 113528
Site: www.ginecologialuba.com.br
Instagram: @ginecologialuba

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