Os procedimentos de Fertilização in Vitro – FIV, no Brasil, cresceram 168% últimos 7 anos. Atualmente, são realizados em torno de 36 mil tratamentos por ano no país, segundo o Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Cerca de 30% do número de procedimentos resultam em bebês. Isso corresponde a, aproximadamente, 10 mil crianças geradas por FIV, por ano. Isso equivale a menos de 0,5% dos 2,8 milhões de bebês que nascem todo ano no país. O número parece irrisório, mas representa muito para mulheres com problemas de infertilidade. Afinal, elas conseguiram, por meio do avanço da medicina, realizar o desejo de ser mãe. Sem a técnica, esses 10 mil bebês não existiriam.
A Anvisa considera, como ciclo realizado de Fertilização In Vitro, procedimentos médicos nos quais a mulher é submetida à produção (estímulo ovariano) e retirada de oócitos para realizar a FIV.
É importante realçar que o Brasil, atualmente, possui profissionais da medicina reprodutiva, tecnologia, qualidade e capacitação das clínicas de fertilização, como acontece nos países de primeiro mundo. Outro dado que também contribui para o crescimento do número de procedimentos de fertilização assistida é que a lei brasileira tem avançado e contribuído para que mais pessoas tenham acesso aos tratamentos.
Um bom exemplo são os casais homoafetivos, que, até 2015, não podiam recorrer à FIV. Além disso, nos últimos anos, a lei flexibilizou as possibilidades para recorrer ao útero de substituição e à doação de óvulos. Mas, apesar dos avanços da medicina e da legislação brasileira, ainda existem casais que, por diferentes motivos, adiam a gravidez. Depois, quando decidem ter filhos, têm dificuldade para concretizar a gestação.
“Infelizmente, muitos parceiros não fazem a preservação da fertilidade, que consiste no congelamento de óvulos e espermatozoides antes dos 35 anos”, explica Philip Wolf, professor e doutor em ciências Biomédicas.
As taxas de gravidez giram em torno de 45 a 55% em pacientes com até 35 anos. Entre 36 e 38 anos, essas taxas tendem a diminuir para 35% a 40%. Enquanto isso, para tentantes acima dos 40 anos, as taxas de fertilidade diminuem ainda mais, chegando em 5 a 15%.

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