Como acontece a doação de sêmen?

Os tratamentos de reprodução assistida possibilitam que muitas pessoas realizem o sonho de ter uma família. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a doação de sêmen é indicada para casais cujo fator de infertilidade está no homem, casais homoafetivos femininos e mulheres que decidem ser mães solo. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a doação de gametas (esperma) seja anônima. ⠀
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Segundo o Relatório de Dados de Importação de Células e Tecidos Germinativos para Uso em Reprodução Humana Assistida, divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as mulheres solteiras solicitam a maioria das amostras de sêmen, seguidas pelos casais heterossexuais. Já os casais homoafetivos de mulheres representaram 22% das importações no ano de 2017. ⠀
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Especialistas da SBRA indicam que o procedimento seja realizado através da inseminação artificial (intrauterina) ou fertilização in vitro (FIV). ⠀
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– Inseminação artificial: Técnica na qual o médico transfere os espermatozoides previamente tratados e selecionados em laboratório para o útero, cerca de 24-36 horas após o pico do hormônio responsável pela ovulação.⠀
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– Fertilização In Vitro: Técnica que consiste na união do espermatozoide com o óvulo em ambiente laboratorial. Os melhores embriões são transferidos para o útero da paciente, com a expectativa de iniciar a gestação.⠀
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A SBRA recomenda que os pacientes interessados neste tratamento recorram aos programas de doação de material biológico sérios e estruturados. A orientação de um profissional habilitado em reprodução humana é indispensável.

Cresce o número de Fertilização in Vitro – FIV no Brasil

Autor: Prof. Dr. Philip Wolff

Os procedimentos de Fertilização in Vitro – FIV, no Brasil, cresceram 168% últimos 7 anos. Atualmente, são realizados em torno de 36 mil tratamentos por ano no país, segundo o Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Cerca de 30% do número de procedimentos resultam em bebês. Isso corresponde a, aproximadamente, 10 mil crianças geradas por FIV, por ano. Isso equivale a menos de 0,5% dos 2,8 milhões de bebês que nascem todo ano no país. O número parece irrisório, mas representa muito para mulheres com problemas de infertilidade. Afinal, elas conseguiram, por meio do avanço da medicina, realizar o desejo de ser mãe. Sem a técnica, esses 10 mil bebês não existiriam.

A Anvisa considera, como ciclo realizado de Fertilização In Vitro, procedimentos médicos nos quais a mulher é submetida à produção (estímulo ovariano) e retirada de oócitos para realizar a FIV.

Profissionais de Medicina Reprodutiva no Brasil

É importante realçar que o Brasil, atualmente, possui profissionais da medicina reprodutiva, tecnologia, qualidade e capacitação das clínicas de fertilização, como acontece nos países de primeiro mundo. Outro dado que também contribui para o crescimento do número de procedimentos de fertilização assistida é que a lei brasileira tem avançado e contribuído para que mais pessoas tenham acesso aos tratamentos.

Um bom exemplo são os casais homoafetivos, que, até 2015, não podiam recorrer à FIV. Além disso, nos últimos anos, a lei flexibilizou as possibilidades para recorrer ao útero de substituição e à doação de óvulos. Mas, apesar dos avanços da medicina e da legislação brasileira, ainda existem casais que, por diferentes motivos, adiam a gravidez. Depois, quando decidem ter filhos, têm dificuldade para concretizar a gestação.

“Infelizmente, muitos parceiros não fazem a preservação da fertilidade, que consiste no congelamento de óvulos e espermatozoides antes dos 35 anos”, explica Philip Wolf, professor e doutor em ciências Biomédicas.

Taxas de gravidez na Fertilização in Vitro – FIV

As taxas de gravidez giram em torno de 45 a 55% em pacientes com até 35 anos. Entre 36 e 38 anos, essas taxas tendem a diminuir para 35% a 40%. Enquanto isso, para tentantes acima dos 40 anos, as taxas de fertilidade diminuem ainda mais, chegando em 5 a 15%.

Dr. Philip Wolff, de jaleco e braços cruzados, especialista em inseminação artificial.

Consultoria: Philip Wolff, professor e doutor em Ciências Biomédicas e sócio-fundador da Genics Medicina Reprodutiva.
Biotecnologia, Andrologia, Embriologia e Criopreservação
Diretor e responsável legal da Genics Medicina Reprodutiva e Genômica e responsável técnico pelos laboratórios de Andrologia, Embriologia e Criopreservação da Genics. Especialista em Biotecnologia pelo Instituto Butantan, mestre em Bioquímica e Biologia Molecular – IQ-USP e Doutor em Ciências Biomédicas – ICB-USP. CRBio 18942/01
Instagram: @phwolff
Linkedin: philip-wolff

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