10 dicas para escolher o laboratório de reprodução humana

Ao decidir ir em frente com a concretização de gerar um filho, é preciso ter total segurança na hora de escolher o local que você irá realizar os exames e fazer os procedimentos. Por isso, selecionamos os itens mais importantes que você deve checar ao escolher um laboratório de reprodução humana assistida.

1. Instalações do laboratório de reprodução humana

Pesquisar e checar as instalações do laboratório, o tempo que atua na área, as opiniões de clientes e as taxas de sucesso nos tratamentos.

2. Tecnologia

Muitos são os itens que influenciam diretamente no sucesso de um processo de fertilização. Por isso, a tecnologia e o controle de qualidade do laboratório são fundamentais.

3. Equipe técnica

A equipe técnica precisa ser de excelente qualidade. Por isso, é preciso checar o currículo dos embriologistas e médicos que atuam no laboratório. Pesquise se os profissionais fazem parte de alguma sociedade científica, como a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH); Sociedade Brasileira deReprodução Assistida (SBRA); Sociedade Europeia de Medicina Reprodutiva e Embriologia (ESHRE); Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM); e Red Latino Americana de Reprodução Assistida (REDLARA).

4. Atendimento às normas

Verifique se o local segue todas as normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitário (ANVISA) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

5. Atualização

Pesquise sobre a participação dos integrantes do laboratório em congressos e eventos sobre reprodução humana no Brasil e no exterior. Além disso, verifique a atuação desses profissionais em suas próprias redes sociais, como o Instagram. Ou seja, um profissional com engajamento positivo é um indício que é um especialista sério.

6. Infraestrutura

O tratamento de fertilização in vitro é um momento que exige conforto, segurança e bem-estar. Por isso, verifique a infraestrutura como um todo. Conheça as áreas internas, como salas de exames e de recuperação, laboratório e centro cirúrgico. Analise o conforto, as vantagens e a limpeza que o local oferece aos pacientes.

7. Atendimento humanizado

Analise se a clínica oferece um serviço humanizado. Respeito, transparência e dedicação da equipe são revelados quando os funcionários são solícitos, educados, carinhosos e acessíveis.

8. Segurança ao responder às dúvidas

Anote e leve, na primeira consulta, todas as suas dúvidas. Analise se o médico respondeu, com segurança, a todos os seus questionamentos e te explicou todas as possibilidades de tratamentos. Afinal, o bom profissional precisa orientar sobre os resultados esperados de cada tratamento e as melhores indicações para cada caso.

9. Novas técnicas

Novas e modernas tecnologias para os laboratórios de fertilização potencializam bons resultados. Por isso, verifique se o laboratório preza pela capacitação de seus profissionais, investindo no desenvolvimento de pesquisas e treinamentos de seus embriologistas, e no aprimoramento de técnicas e equipamentos.

10. Qualidade nos equipamentos e materiais

Os equipamentos e os materiais usados na reprodução assistida precisam ser modernos e de extrema qualidade.
Normalmente, esses itens são importados e têm um alto valor agregado. Por isso, um laboratório de ponta precisa ter todas as certificações necessárias para ter excelência no controle de qualidade.

Veja também: 8 Dúvidas sobre Reprodução Humana Assistida e Clínica de Reprodução Assistida: como escolher?

Transferência de embriões frescos ou congelados. Qual é a melhor escolha?

A transferência de embriões é uma das etapas mais importantes relacionadas às técnicas de reprodução assistida. Ela tem ligação direta com a escolha dos embriões, do melhor período que ocorrerá a transferência e com o aspecto do endométrio.

Há dois procedimentos que podem ser utilizados para a transferência dos embriões: a técnica a fresco, ou seja, quando os embriões são coletados no ciclo de estímulo ovariano; ou congelados, através do processo de vitrificação.

Em maio de 2018, foi publicado no 11º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (Sis Embrio) que o número de fertilizações in vitro com transferência de embriões congelados voltou a crescer em 2017, em relação ao ano anterior. Obteve-se o registro de 78.216 embriões congelados, com aumento de cerca de 17% da utilização dessa técnica no Brasil. É compreensível que, diante de tantos riscos que acompanham a transferência de embriões frescos, a procura pela fertilização in vitro com embriões congelados tenha aumentado.

Como acontece a transferência de embriões frescos

Transferências de embriões. Óculo fecundado.
O número máximo de embriões transferidos são dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais.

A transferência de embriões é a última etapa da fertilização in vitro, cujo objetivo é implantar os embriões previamente escolhidos diretamente no útero da tentante. Segundo uma resolução do Conselho Federal de Medicina, de 2010, o número máximo de embriões que podem ser transferidos são dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais.

Após a estimulação ovariana, coleta de óvulos, coleta de espermatozoides e desenvolvimento embrionário, os embriões a fresco são transferidos para o útero da mulher. Porém, vale saber que, nas etapas anteriores, a mulher foi submetida a elevadas taxas hormonais para estimulação e coleta dos óvulos. Com isso, surgem alguns riscos, como baixa receptividade endometrial e insuficiência placentária, reduzindo as chances de gestação.

Além de tudo, a elevada dose de hormônios nos ovários é capaz de ocasionar a síndrome do hiper-estímulo ovariano (SHEO), que pode representar sérios riscos à saúde da paciente. Nesse caso, é preciso evitar algumas medicações que podem causar o distúrbio e utilizar outras para fazer o amadurecimento final dos óvulos.

Passo a passo

  1. A transferência de embriões para o útero acontece, normalmente, de dois a seis dias após a coleta dos óvulos e devem seguir alguns critérios.
  2. A mulher precisa estar com a bexiga cheia, para facilitar o posicionamento do útero, que receberá o cateter com os embriões.
  3. Caso seja encontrado um número maior de embriões de boa qualidade, além dos que vão ser transferidos, estes serão congelados para posteridade.
  4. Após a transferência embrionária, a tentante deve ficar em repouso em casa, pelo menos nas próximas 48 horas.
  5. O momento mais esperado, o teste de gravidez (dosagem do beta HCG), é realizado de 12 a 14 dias após a transferência dos embriões.

Como ocorre a transferência de embriões congelados

Essa técnica moderna de reprodução assistida só foi possível com o avanço de um processo chamado vitrificação, isto é, um tipo de congelamento de baixíssima temperatura, de forma muita rápida, o que produz um estado vítreo no embrião ou óvulo, impedindo a formação de cristais de gelo e danos celulares.

Sobre a transferência dos embriões congelados através desse processo, ela é composta por três passos: preparo endometrial, que acontece no ciclo menstrual, descongelamento do embrião e transferência embrionária.

“A transferência de embriões congelados é mais segura em relação à transferência de embriões frescos porque, durante o estímulo ovariano, a tentante se submete a altas doses de hormônios e a uma série de medicamentos para a maturação dos folículos. E isso, muitas vezes, pode ser prejudicial à camada interna do útero.”

Outro ponto a favor do congelamento embrionário está ligado à cariotipagem embrionária. Essa tecnologia permite a identificação de embriões “habilidosos”, ou seja, aqueles que possuem o número completo de 46 cromossomos. É essa combinação de técnicas que aumenta, significativamente, o êxito na transferência de embriões, reduzindo o risco de aborto e de alterações congênitas.

Uma das mais valiosas perspectivas para um programa de congelamento de embriões talvez seja, também, a possibilidade de os casais terem duas ou mais transferências, após um único ciclo de estimulação ovariana. Se não houver gestação com embriões frescos, uma segunda, ou terceira tentativa, menos dispendiosa e estressante pode ser empreendida com o descongelamento dos embriões e a transferência, em ciclos subsequentes. A criopreservação também oferece a vantagem potencial de reduzir os riscos de gestações múltiplas.

Indicações para a criopreservação de embriões

O  congelamento de embriões é seguro?

Transferências de embriões. Mulher grávida com mãos sugurando um sapatinho de bebê sobre a barriga de fora.
Quando não é preciso entrar com medicação, como acontece no ciclo congelado, as chances de gravidez aumentam.

O congelamento é um método eficiente, portanto não há limite de tempo estabelecido, pois nenhuma atividade biológica conhecida ocorre em células congeladas em nitrogênio líquido. Os únicos tipos de reações que poderiam ocorrer a esta temperatura seriam fotofísicas, como a radiação ionizante. Assim, um problema potencial da estocagem prolongada seria a possibilidade de dano genético, como resultado da exposição prolongada à radiação.

No entanto, experimentos usando radioatividade em embriões de ratos criopreservados, simulando um longo período de radiação ionizante, mostraram que os embriões poderiam ser estocados pelo equivalente a 200-1000 anos, antes que exista uma redução significativa na sobrevida própria da acumulação de dano genético causado pela radiação.

É provável que embriões humanos se comportem similarmente a outras espécies de mamíferos com relação à sobrevida na estocagem. Se congelados sob condições corretas, podem sobreviver pelo tempo de vida reprodutiva do casal do qual se originaram, sem risco de existir efeitos mutagênicos aparentes.

Portanto, quando não é preciso entrar com medicação, como acontece no ciclo congelado, as chances de gravidez aumentam”, esclarece Renata Erberelli, embriologista e supervisora dos laboratórios de embriologia e andrologia da Clínica Genics.

Veja também: Ovodoação: saiba tudo sobre o processo e Doador de esperma no Brasil. O que pode ou não pode?

O que é programa de doação de espermatozoides e quem pode ser doador?

O programa de doação de espermatozoides é um local de armazenamento de esperma e sêmen, de doadores voluntários. O programa preserva o material por meio de congelamento no nitrogênio líquido, a 196ºC. O processo chamado de criopreservação permite o uso do material no futuro em processos de reprodução humana assistida, como a Fertilização In Vitro ou a Inseminação Artificial.

Quem pode se beneficiar do programa de doação de espermatozoides?

A doação feita no programa pode ajudar homens inférteis com ausência, baixa concentração ou baixa qualidade de espermatozoides. Um exemplo disso são os ex-pacientes de câncer. Eles são beneficiados pela doação porque geralmente ficam estéreis devido à medicação presente na rádio e quimioterapia.

Homens com distúrbios genéticos ou doenças contagiosas, como HIV, também podem decidir por não utilizar o próprio sêmen e optar por um doador. Assim, a partir do uso dos gametas de um doador, o homem infértil ganha a possibilidade de ser pai.

As doações também ajudam mulheres sem parceiro masculino que desejam ter um filho em uma produção independente. O mesmo vale para casais homoafetivos e homens com vasectomia, sem chance de reversão, que querem ser pais novamente.

Quem pode ser doador de sêmen?

Qualquer pessoa pode ser doador, desde que seja voluntário, pois a legislação brasileira não permite o comércio desse serviço. Porém existem algumas regras, como em relação à idade, que é de 18 a 40 anos.

Também é solicitada, normalmente, uma análise criteriosa da saúde do doador, porque ele não pode ter histórico de doença genética ou crônica própria ou na família. Também estão vetados doadores com doenças sexualmente transmissíveis e malformações. Uma outra regra é que o Conselho Federal de Medicina (CFM) exige a doação de gametas anônima.

Como é a doação de espermatozoides?

A coleta do esperma para o programa é feita em hospitais e clínicas de reprodução humana, por meio da masturbação masculina, no entanto, existem casos nos quais pode ser feita por cirurgia. Após a coleta é realizada a análise seminal, para avaliar a saúde dos gametas.

Se tudo estiver dentro dos parâmetros, o material é armazenado por meio da criopreservação. Os médicos oferecem amostras de doadores com características físicas semelhantes a do receptor, como cor dos olhos, do cabelo e da pele.

Veja mais: Inseminação e fertilização: qual é a diferença?

8 Dúvidas frequentes sobre reprodução humana assistida

1. O que é e como a reprodução humana assistida pode ajudar?

A reprodução humana assistida é um ramo da Biologia e Medicina destinada a ajudar casais com dificuldades para engravidar. Atualmente os fatores de infertilidade ou dificuldades para obter uma gestação não são apenas problemas clínicos, mas também sócio-comportamentais, em virtude da formação de novos modelos familiares, como, por exemplo, casais homoafetivos que necessitam de programas de ovodoação ou sessão temporária de útero (“barriga de aluguel”) ou produções independentes.

2. Além de casais com problemas de infertilidade, quem mais pode se beneficiar da reprodução humana assistida?

Ela também ajuda quem deseja preservar a fertilidade antes de um tratamento de câncer ou quer postergar a maternidade/paternidade, com o congelamento de óvulos e espermatozoides, ou na reversão de laqueaduras ou vasectomias.

3. Existe uma causa para a infertilidade?

A infertilidade não tem uma causa específica, podendo ter origem multifatorial ou isolada. Pode ser por fatores genéticos ou decorrente de problemas de saúde, como diabetes, estresse, obesidade, disfunções hormonais, endometriose, varicocele e disfunções anatômicas. Por isso, o primeiro passo é buscar o profissional e o diagnóstico certo para tratar as causas da infertilidade.

Reprodução humana assistida - Duas mãos segurando um sapatinho de bebê cor de rosa.
Os tratamentos de reprodução humana também são indicados para quem quer preservar a fertilidade.

4. Quais são os tratamentos em reprodução assistida?

Atualmente, existem diversos tratamentos disponíveis e, com os avanços da ciência e da medicina, os resultados são cada vez mais promissores. Mas é importante contatar serviços e profissionais com credibilidade e contar com o apoio de especialistas qualificados, para que seja indicado e realizado o tratamento mais adequado para cada paciente.

5. O que é e como é feita a Inseminação Artificial ou Intraulterina (IIU)?

A Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) é um procedimento mais simples dentro das diferentes metodologias disponíveis de tratamentos em reprodução humana assistida, que pode ser realizado no consultório médico sem anestesia, pois é indolor e rápido – e a paciente tem alta no mesmo dia. O sêmen do parceiro é colhido, sendo que os melhores espermatozoides são selecionados por metodologias especificas, e após processamento da amostra os espermatozoides são injetados diretamente no útero da mulher, no momento da ovulação.

6. O que é e como é feita a Fertilização In Vitro (FIV)?

Para casos mais severos de infertilidade, é indicada a Fertilização In Vitro (FIV). Nesse tratamento, é feita a indução da ovulação da mulher com auxílio de medicamentos e hormônios, principalmente injetáveis. Depois, são coletados os gametas femininos e o sêmen do parceiro. A fecundação é feita em laboratório e, posteriormente, o embrião é implantado no útero da mulher.

7. Quantos embriões podem ser implantados na Fertilização In Vitro (FIV)?

A quantidade de embriões transferidos para o útero depende da idade da mulher. Vale lembrar que, para mulheres até 34 anos podem ser transferidos até 2 embriões; de 35 a 38 anos até 3 e, a partir de 39 anos em diante, até quatro embriões são transferidos. Os embriões excedentes devem ser congelados ou para uma próxima gravidez ou uma nova tentativa.

8. Qual é o tratamento de infertilidade para o homem?

Homens com casos de infertilidade severa devem usar a técnica ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), que escolhe microscopicamente o espermatozoide mais saudável e o injeta no óvulo.

Veja mais: Como escolher a melhor clínica e os melhores profissionais

Inseminação e fertilização: qual é a diferença?

Inseminação e fertilização. Há prós e contras em cada um dos procedimentos usados para driblar a infertilidade do casal, por isso, ao lado de seu médico, é preciso entender e descobrir qual é a técnica mais indicada para você. A Inseminação Artificial ou Intrauterina é um procedimento mais simples, enquanto a Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica de alta complexidade. Ela precisa ser feita em um laboratório especializado em reprodução humana assistida.

Qual é a diferença entre inseminação e fertilização?

Óvulo sendo fertilizado por meio da Fertilização in Vitro - FIV
Na inseminação artificial, os espermatozoides são introduzidos no útero da mulher. Na FIV (imagem), um único espermatozoide é injetado no óvulo e fecundado em laboratório.

A principal diferença entre elas é que na inseminação artificial os espermatozoides são introduzidos diretamente no útero da mulher, para que encontrem o óvulo e o fecundem. Já na FIV um único espermatozoide, previamente selecionado, é injetado dentro do óvulo, para que seja fecundado em laboratório. Após a fecundação, o embrião desenvolvido é transferido ao útero. Por isso, a técnica ficou conhecida como “bebê-de-proveta“.

Para quem são indicadas?

A Inseminação Intrauterina é recomendada quando o volume ou a concentração de espermatozoides do homem é levemente alterado, quando a mobilidade dos gametas decresce ou quando o muco cervical se torna “hostil” aos espermatozoides. A técnica facilita o encontro do espermatozoide com o óvulo, que por vias naturais não aconteceria. No caso da infertilidade feminina, a principal indicação é quando há distúrbios ovulatórios leves, que são corrigidos durante a indução medicamentosa da ovulação.

Já a FIV atende a um número maior de problemas relacionados à infertilidade, especialmente os mais graves. Exemplo: pacientes com obstruções ou problemas na tuba uterina que impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo e, por isso, a fecundação precisa ser realizada em laboratório.

Em geral, é indicada para casais que possuem dificuldades para engravidar ocasionadas por falência ovariana precoce, endometriose e perda gestacional recorrente. Há ainda os fatores genéticos e imunológicos, bem como baixa produção de espermatozoides ou os casos de homens vasectomizados. Agora que você já sabe para quem é indicada a inseminação e fertilização, vamos entender qual das duas é a melhor.

O que é melhor: inseminação ou fertilização?

A célula se dividindo, que pode ter sido fecundada pela inseminação e fertilização.
Para atingir a fecundação, a Fertilização In Vitro – FIV alcança melhores índices de sucesso quando comparados à Inseminação Artificial.

A FIV tem melhores índices de sucesso quando comparados a IIU. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou o limite de transferência de quatro embriões para o útero. Isso conforme a idade da paciente: até 35 anos, podem ser transferidos até dois embriões. Já entre 36 e 39 anos, no máximo três. E, com 40 anos ou mais, a transferência pode ser de quatro embriões.

Há ainda a vantagem de que pode ser feito o congelamento dos demais embriões excedentes, que não foram transferidos. Para isso, é necessário que tenham boa qualidade, para que a mulher não precise enfrentar o processo de retirada dos óvulos novamente quando desejar uma segunda gravidez ou realizar novamente outra tentativa.

Por ser um procedimento mais simples, a inseminação artificial pode ser realizada no consultório, sem anestesia. O tratamento é indolor e dura poucos minutos, sendo que a mulher pode voltar às suas atividades cotidianas em seguida. Financeiramente, tem um custo mais baixo, porém, o método não atende a todos os casos de infertilidade. Assim, há prós e contras na inseminação e fertilização, cabendo ao médico escolher a mais indicada ao paciente.

Veja também: Fertilização In Vitro tem sucesso entre 45 a 55% dos casos

Fertilização in vitro tem sucesso entre 45 a 55% dos casos

A Fertilização In Vitro (FIV) deixou de ser uma alternativa fora da realidade para quem deseja engravidar. Para os brasileiros, ela está mais acessível. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre o período de 2011 e 2016, o número de fertilizações no Brasil cresceu cerca de 150%. E continua aumentando.

Para quem a FIV é mais indicada?

A Fertilização In Vitro (FIV) é indicada para quem tem dificuldade em engravidar, geralmente após 1 ano de tentativas vãs. São pacientes com obstrução tubária, vasectomia, casos de perdas gestacionais recorrentes, endometriose, fatores genéticos, imunológicos, ambientais e/ou ocupacionais, entre outros. Nesses casos, a fecundação do embrião é realizada em laboratório e, só após o seu desenvolvimento, é transferido diretamente para o útero. Por conta disso, o método ficou conhecido também como “bebê-de-proveta“.

Fertilização In Vitro passo a passo

Durante a realização da FIV, os ovários são estimulados com a utilização de hormônios e, durante esse período, é preciso fazer um acompanhamento por ultrassonografia. Esse processo leva em torno de 10 a 14 dias, para obtermos folículos suficientes para o tratamento. Esse estímulo é iniciado, geralmente, a partir do segundo dia da menstruação, por meio de aplicações de injeções. É importante lembrar que a FIV pode ser feita também com a doação de óvulos ou espermatozoide de terceiros. A exemplo de casais homoafetivos; mulheres que entraram na menopausa ou com mais de 42 anos; por aquelas que desejam produções independentes ou, ainda, em casos de falência ovariana.

Como é feito o procedimento?

Em primeiro lugar, com a paciente anestesiada, os óvulos são captados dos ovários em um processo que dura em torno de 15 a 20 minutos e é extremamente seguro. Em seguida, o parceiro da paciente coleta a amostra seminal para que seja feita a seleção dos espermatozoides. O terceiro passo é conduzir o processo de fecundação, que deve ser realizado no laboratório, pelo embriologista. Durante esse processo, o profissional injeta um único espermatozoide diretamente dentro do óvulo, para que ocorra a fecundação. Esse procedimento necessita de muita habilidade e experiência do médico, que deve fazê-lo somente quando o óvulo estiver maduro. Na última etapa, é necessário aguardar a formação e o desenvolvimento dos embriões para que possam ser selecionados e transferidos para o útero materno.

Quais as chances de sucesso da FIV?

Médico manipulando em laboratório células de reprodução humana para a fertilização in vitro.
A fertilização in vitro é considerada uma técnica segura, com bons índices de sucesso.

A Fertilização In Vitro tem bons índices de êxito, com segurança em todo o processo. No Brasil, há excelentes profissionais que podem ser comparados com os melhores do mundo do ponto de vista laboratorial e clínico e os resultados não deixam a desejar, muito pelo contrário.

As taxas de gravidez giram em torno de 45 a 55% em pacientes com até 35 anos. Entre 36 e 38 anos, essas taxas tendem a diminuir para 35% a 40%. Enquanto isso, para tentantes acima dos 40 anos, as taxas de fertilidade diminuem ainda mais, chegando em 5 a 15%. Contudo alguns avanços tecnológicos e metodológicos melhoram essas chances para pacientes acima dos 40 anos.

No tratamento de Fertilização In Vitro, grandes avanços foram alcançados nos testes genéticos. Esses testes permitem aos casais a transferência de embriões sem alterações dos números de cromossomos e doenças autossômicas. Um bom exemplo disso é a técnica de morfocinética, ou “time lapse”, uma vez que ela permite acompanhar o desenvolvimento embrionário em tempo real. Concluindo, o uso da técnica aumenta cada vez mais as chances de sucesso para parceiros que procuram os serviços de reprodução humana assistida.