Antes de optar por algum procedimento, como a Inseminação Intrauterina/ Inseminação Artificial, é importante saber que, até completar 35 anos de idade, cerca de 15 a 20% dos casais podem sofrer de infertilidade. Por isso, só após um ano de tentativas, se a gravidez não ocorrer, deve-se procurar um especialista em reprodução humana.
Muitos tentantes – casais que desejam engravidar e têm dificuldades de conseguir o positivo – chegam aos consultórios médicos com várias dúvidas em relação aos procedimentos da Inseminação Artificial. Confira, a seguir, as mais comuns:
O primeiro passo, no caso da mulher, é marcar uma consulta com um ginecologista. No caso do homem, com um urologista. Dessa maneira, os profissionais vão solicitar exames específicos para identificar as possíveis causas da dificuldade de engravidar.
Normalmente, o procedimento é indicado para a mulher que não tem alteração anatômica ou apresenta leves distúrbios ovulatórios. Ou, em alguns casos, apresenta o que chamamos de muco hostil ao espermatozoide.
No caso do homem, quando a concentração (número de espermatozoides) tem alguma alteração leve. Mas é importante lembrar que o homem precisa ter uma quantidade mínima de espermatozoides no sêmen. Já a mulher deve ter ao menos uma tuba uterina sem alteração, para o espermatozoide conseguir chegar até o óvulo.
O procedimento pode ser realizado a partir de uma leve estimulação ovariana ou em ciclos naturais, sem a utilização de medicamentos. Após a coleta do sêmen, a técnica consiste em preparar os espermatozoides, separando os melhores para serem colocados, através de um cateter, no interior do útero. A inseminação deve ser feita no período exato de ovulação da mulher. Feito isso, os espermatozoides precisam “nadar” até encontrarem o óvulo para fecundá-lo.
A mulher começa a usar a medicação no início do ciclo menstrual. Esse processo é feito em cerca de 15 dias. Como a inseminação só é realizada após a liberação dos óvulos, ou seja, no período fértil, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação ou não da gravidez dura em torno de 30 dias.
Como é um procedimento mais simples, pode ser realizado na clínica, sem anestesia, ou no próprio consultório médico. Ela não causa dor e dura poucos minutos, sendo que a mulher pode voltar às suas atividades cotidianas em seguida. Ou, dependendo do médico, após 24 horas do procedimento.
Entre 10 a 12 dias após o procedimento já é possível realizar o teste de gravidez.
Sim. Nos casos em que o parceiro da mulher não produz espermatozoides ou no caso de casais homoafetivos.

Sim. A mulher precisar estar saudável, com os exames e as vacinas em dia. Também é proibido fumar ou ingerir bebidas alcoólicas. Além disso, deve-se estar com peso correto e seguindo as recomendações médicas, como a suplementação com ácido fólico.
Para o homem, é preciso que fique em abstinência sexual de dois a cinco dias antes da coleta do sêmen, evite estresse excessivo, calor na região genital e consumo de álcool e o fumo.
De 15% a 20%, por ciclo. Mas vale lembrar que, quanto mais idade a mulher tiver, menores são as chances de gravidez. Após os 35 anos, por exemplo, as chances de sucesso, com a Inseminação Artificial, tendem ser menores.
Normalmente, três tentativas, em ciclos consecutivos. Se a gravidez não se confirmar, o ideal é que o médico analise outras opções, como a Fertilização in Vitro (FIV).
A paciente deve ficar deitada, em repouso na clínica, por aproximadamente meia hora. Esse cuidado facilita a chegada do sêmen no interior das tubas.
Em média, o valor para o processo de Inseminação Artificial, sem os medicamentos, fica entre R$ 2.500 a R$ 3.500.

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Quem está desejando engravidar, normalmente, quer saber qual é o período fértil e, principalmente, qual é o dia mais fértil no mês. Essa, aliás, é uma das dúvidas mais frequentes que as tentantes trazem aos seus médicos. Mas será que é possível descobrir?
Nem sempre é simples descobrir o período fértil, principalmente se o ciclo menstrual não for rigorosamente regular. Quando o ciclo é bem certinho, ou seja, de 28 em 28 dias, é possível usar o método da tabelinha ou usar um teste de farmácia para identificar o nível de hormônio que induz a ovulação.
No entanto, o melhor caminho para o casal que deseja engravidar é, antes de tudo, conversar com um ginecologista. Afinal, é preciso fazer alguns exames antes de se começar as tentativas, para checar se uma das partes possui alguma doença que pode afetar a fertilidade ou que possa prejudicar a gravidez.
Depois de fazer todos os exames e estar com a saúde em dia, e a mulher tiver até 35 anos de idade, o casal deve tentar engravidar – sem usar métodos contraceptivos – pelo período de um ano. Após essa idade, o tempo de espera reduz para seis meses. No entanto, a partir de 37 anos de idade, o ideal é que o casal busque auxílio médico.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a partir dessa idade que pode haver um problema de infertilidade e, por isso, é preciso procurar ajuda de especialistas na área de reprodução humana e começar a fazer os exames necessários para investigar as possíveis causas da infertilidade.
O organismo feminino, todos os meses, se prepara para uma possível gestação. Durante os 28 dias do ciclo ocorrem duas fases: a folicular e a Lútea, e cada uma dura 14 dias. A fase folicular começa no primeiro dia do ciclo menstrual, quando a camada do endométrio começa a se descolar e a função do ovário é suspensa.
Por isso, nesse momento, acontece a queda da produção da progesterona e do estrogênio. Através da hipófise, o cérebro envia comandos para o organismo produzir o hormônio folículo estimulante (FSH). Ele possui a função de induzir o amadurecimento dos folículos nos ovários para poderem se tornar óvulos. Apesar de vários folículos começarem essa evolução, apenas um amadurece e começa a crescer. E, com isso, impede o crescimento dos outros.
Nesse momento, ocorre a fase lútea, que se inicia com o aumento da quantidade de estrogênio. No 14º dia ocorre o crescimento do hormônio luteinizante (LH), que faz com que o folículo se rompa e libere do ovário um óvulo maduro, que vai entrar na trompa de Falópio. Vale lembrar que o LH, somado à progesterona, facilita o caminho que o espermatozoide terá de percorrer até encontrar o óvulo maduro, ou seja, pronto para ser fecundado.
Quando não acontece a fecundação, o organismo da mulher elimina a chamada camada endometrial e o ciclo recomeça. Dessa forma, os médicos dizem que, normalmente, o período fértil feminino acontece do 5º dia antes da ovulação até um dia após a ovulação. Assim, em um ciclo regular de 28 dias, o período fértil da mulher é entre o 12º dia – após o primeiro dia da menstruação – até o 17º e, consequentemente, o seu dia fértil será no 14º dia.

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