A Fertilização In Vitro (FIV) é o tratamento mais utilizado por casais que desejam ter filhos, mas não engravidam naturalmente. Para se ter uma ideia, as chances de engravidar com a FIV chegam a 50%, enquanto com a Inseminação Intrauterina (IIU) elas atigem apenas 15% a 20%. Mas, apesar dos avanços, das descobertas e dos estudos de aperfeiçoamento das técnicas de Reprodução Humana Assistida, existem fatores prejudiciais ao sucesso da tão sonhada gravidez.
A idade e as condições de saúde da mulher são fatores determinantes para aumentar as chances de sucesso no tratamento de Fertilização in Vitro. Doenças como obesidade, diabetes, trombofilias e pressão arterial alta, por exemplo, podem contribuir para a gravidez não ocorrer após a FIV.
As falhas no processo de implantação também influenciam no sucesso da Fertilização in Vitro. Por isso, é fundamental escolher médicos, profissionais da área de saúde e laboratórios de ponta para realizar os exames e as etapas que envolvem os procedimentos e tratamentos.
De acordo com o professor e doutor Philip Wolff, embriologista e diretor da Genics Medicina Reprodutiva, é preciso adotar medidas para incrementar e garantir a qualidade dos gametas, melhorando a qualidade de vida dos casais e da escolha dos melhores embriões que serão transferidos, de acordo com a morfologia ou após exames genéticos dos embriões.
“Esses procedimentos são importantíssimos, pois, algumas vezes, os embriões têm alterações genéticas e, consequentemente, prejudicam a implantação.
Outro ponto importante é diagnosticar corretamente as doenças ginecológicas e do homem, que estão diretamente associadas ao sucesso do tratamento. Alguns exemplos são:
Além desses fatores, a baixa reserva de óvulos, infecção pélvica, o pH da vagina alterado e a qualidade do sêmen são prejudiciais e podem gerar falha no procedimento de fertilização, dificultando a realização do tão sonhado desejo de ser pais.
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O uso do laptop ou notebook no colo pode aquecer demais os testículos e prejudicar a produção e a qualidade das células reprodutivas masculinas, causando a infertilidade masculina. Essa prática pode afetar, ainda, a motilidade e causar fragmentação de DNA nos espermatozoides. Isso acontece porque os gametas masculinos depende muito de uma temperatura adequada para manter a saúde.
Porém, estudos recentes associaram o problema à radiação emitida pelo uso de redes de internet sem fio (wireless). E não somente pelo excesso de calor. Ou seja, de qualquer modo, não é recomendado usar o aparelho dessa forma. De acordo com as pesquisas, ficar de quatro a cinco horas com o computador no colo já é prejudicial.
Antigamente acreditava-se que não, pelo fato do homem produzir espermatozoides a vida toda, diferente da mulher que tem seu estoque de óvulos predeterminado e reduzido no decorrer da vida até chegar à menopausa. No entanto, estudos atuais têm relacionado a idade com a baixa qualidade e motilidade dos espermatozoides. Essa redução acontece ao longo dos anos, como um processo de envelhecimento natural que dificulta a fertilização.
A comprovação veio por meio de um estudo feito pela Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, apresentado na 33ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em julho de 2017. Ele analisou ciclos de Fertilização In Vitro entre 2000 e 2014 e concluiu que, conforme a idade do homem era maior, as taxas de gravidez diminuíam. Ou seja: o homem também tem seu relógio biológico reprodutivo.
Sim. Além de ser prejudicial à saúde, o consumo de álcool, cigarro e drogas, como a maconha e a cocaína, pode tornar homens e mulheres inférteis. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, homens e mulheres fumantes têm três vezes mais chances de sofrerem de infertilidade. Quando comparados aos não fumantes. O uso dessas drogas pode causar danos na produção de espermatozoides, na motilidade e outras deficiências. Isso dificulta a fecundação.
De acordo com um estudo recente, realizado pela Faculdade de Saúde Pública de Harvard, em conjunto com a Clínica de Fertilidade do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, publicado na revista Human Reproduction, em agosto de 2018, sim. O uso de cuecas muito apertadas pode inibir a produção de espermatozoides.
O estudo coletou amostras dos sêmen de 660 homens entre 32 e 39 anos. Todos buscavam tratamento para fertilidade e responderam questionário sobre o tipo de cueca que usaram nos três meses anteriores, como boxer e samba-canção. O resultado mostrou que 53% dos homens usuários de samba-canção tiveram 25% mais espermatozoides comparados àqueles que usavam modelos mais justos, como as boxers. Eles também tinham maior concentração de espermatozoides, capazes de fertilizar um óvulo.
Sim. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são responsáveis por cerca de 10% dos casos de infertilidade masculina. Elas causam inflamações nos órgãos reprodutores, prejudicando o seu funcionamento.
Isso pode acontecer por conta da medicação usada em tratamentos de rádio e quimioterapia. É comprovado cientificamente que esse tipo de medicação afeta a fertilidade humana. Por isso, antes de iniciar esse tipo de tratamento, o ideal é que o homem preserve sua fertilidade fazendo o congelamento do sêmen.
Sim, visto que é a doença mais comum relacionada à redução da fertilidade masculina. A varicocele causa varizes no cordão espermático, que transporta o sangue do testículo e deixa suas células expostas a radicais livres. A doença pode reduzir a produção de espermatozoides e causar atrofia testicular. Porém, pode ser tratada. Se houver um diagnóstico precoce, há maiores chances de a doença não causar infertilidade masculina.
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A fertilidade masculina não tem uma causa específica, e, por isso, pode ter ligação com herança genética. Ela também pode ser ocasionada por uma única doença como a diabetes, ou por vários problemas de saúde.
Maus hábitos de vida, como tabagismo, uso de drogas e anabolizantes, sedentarismo e até exercícios físicos em excesso podem ser causadores da infertilidade no homem. Também fazem parte dessa lista a obesidade, exposição a produtos tóxicos e à poluição ambiental ou ocupacional, o estresse e a má alimentação.
Apesar de o homem produzir espermatozoides pela vida toda, estudos mostram que a idade avançada pode influenciar na qualidade e quantidade do espermatozoide. Quando isso acontece, há chance de os filhos serem gerados com problemas graves de saúde. Outros fatores são as mudanças hormonais que acompanham a idade. Elas também podem influenciar na taxa de fertilidade, causando alterações genéticas nos espermatozoides.
Ao desconfiar de um problema de infertilidade, o homem deve procurar um andrologista, que é o especialista em reprodução humana. E entre os exames solicitados por ele está o espermograma e as dosagens hormonais.
O exame de espermograma avalia a qualidade, quantidade e a forma dos espermatozoides no sêmen. Já exames físicos e laboratoriais servem para analisar fatores que impedem a saída dos espermatozoides, os problemas nos testículos e as disfunções hormonais. Todos essas causas da infertilidade masculina são investigadas pelo especialista durante a consulta.
Caso o exame aponte ausência de espermatozoides, chamada de azoospermia, um novo exame deve ser realizado para a confirmação do diagnóstico. Associado a isso, recomenda-se testes genéticos (microdeleção do cromossomo Y) e exames físicos.
Quanto antes o exame for realizado, melhor. O diagnóstico correto permite o início do tratamento adequado, antes de a fertilidade ser mais afetada.
O exame físico da bolsa testicular também pode ser solicitado, caso o especialista suspeite de varicocele. Esta doença acomete os vasos testiculares, que é uma das principais causas de redução do potencial fértil dos homens.
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