
É um protocolo inovador na área da reprodução humana assistida que permite realizar duas estimulações no mesmo ciclo menstrual. Em vez da abordagem convencional, na qual os óvulos são coletados somente na fase folicular, o protocolo DuoStim (dupla estimulação ovariana), explora também a fase lútea para estimular os ovários e viabilizar uma segunda coleta. Essa estratégia vem ganhando espaço, principalmente para pacientes com reserva ovariana baixa ou em idade reprodutiva mais avançada, ampliando as chances de obtenção de embriões de boa qualidade em menos tempo.
Na prática, o primeiro estímulo ocorre logo após o início do ciclo menstrual, seguindo o protocolo tradicional de fertilização in vitro (FIV). Depois da primeira coleta, geralmente há um curto intervalo em que o corpo se prepara, e os folículos remanescentes são estimulados novamente, possibilitando uma segunda coleta ainda dentro do mesmo ciclo. Essa abordagem aproveita a existência de “ondas” foliculares durante o ciclo, desafiando a antiga crença de que apenas a fase folicular teria potencial de recrutamento de óvulos.
As principais vantagens do DuoStim incluem a maximização da quantidade de óvulos disponíveis para fertilização FIV/ICSI sem a necessidade de esperar um novo ciclo, o que é particularmente útil para mulheres com resposta ovariana limitada. Além disso, a obtenção de mais embriões pode aumentar as chances de sucesso na transferência e viabilizar a estratégia de congelamento para futuras tentativas, tudo isso minimizando os custos e o tempo de tratamento. Contudo, como qualquer protocolo de estimulação, é fundamental que a estratégia seja personalizada e acompanhada por uma equipe especializada, já que fatores individuais influenciam os resultados.
A clínica Genics já aplica esse protocolo com resultados promissores, especialmente na prática clínica em que cada fase folicular é otimizada para oferecer melhores prognósticos. Se esse protocolo for do seu interesse ou se precisar de mais informações sobre como ele se encaixa no seu caso, recomendo conversar com um especialista da Genics para uma avaliação personalizada.
Além disso, é interessante explorar estudos científicos recentes sobre as taxas de sucesso e o perfil das pacientes que mais se beneficiam desse método, o que pode abrir novas perspectivas para otimização dos tratamentos de FIV e até para a fertilização preservada em contextos diversos.

A Mini Fertilização in Vitro (Mini-FIV), é uma tecnica usada na reprodução humana assistida que em vez de provocar uma resposta intensa dos ovários (superovulação), no caso da FIV, utiliza doses muito menores de hormônios na estimulação, ou seja, a estimulação ´realizada de modo a aproveitar o ciclo menstrual e suas taxas hormonais naturais, ou seja, o uso de baixas doses hormonais. Este protocolo se concentra em uma mínima estimulação ovariana buscando obter alguns óvulos, geralmente dois ou três que, potencialmente, sejam de melhor qualidade.
Essa técnica, desenvolvida pelo médico japonês Osmau Kato, aproxima o tratamento do ciclo natural, gerando menos efeitos colaterais e reduzindo os custos associados ao tratamento convencional da FIV, onde as doses hormonais são elevadas afim de provocar uma resposta ovariana, que aumente o número de óvulos disponíveis para fertilização e, consequentemente, as chances de sucesso por ciclo de tratamento. É sabido que em muitos casos a FIV convencional pode acarretar desconfortos como inchaço, retenção de líquidos e outros efeitos adversos. Em contraste, a Mini-FIV, com sua estimulação mais suave, diminui esses riscos, mesmo que resulte em um número menor de embriões para eventual transferência ou congelamento.
A Mini-FIV pode ser, especialmente indicada aquelas mulheres com idade reprodutiva, acima dos 35 anos, aquelas com baixa reserva ovariana ou pacientes que já apresentaram ótimas e boas respostas em ciclos convencionais de FIV. Além disso, para casais que preferem evitar o desconforto e os elevados custos dos tratamentos convencionais ou que não desejam ter embriões excedentes, a Mini-FIV pode ser uma alternativa interessante.
Resumidamente, a tecnica propõe um equilíbrio entre a qualidade e a quantidade dos óvulos, oferecendo uma opção menos agressiva e mais econômica para determinados perfis de pacientes.
Assim, caso essa abordagem pareça adequada e recomendada para certos casos, o ideal é conversar, detalhadamente com o especialista em reprodução humana assistida para avaliar as melhores estratégias de tratamento conforme o seu histórico e as suas necessidades clínicas.

A Fertilização In Vitro (também conhecida como FIV), é um procedimento de alta complexidade que substitui o encontro natural dos gametas nas trompas de Falópio por um ambiente laboratorial meticulosamente controlado.
A medicina reprodutiva e o processo de Fertilização In Vitro (FIV) seguem se transformando – sempre evoluindo. Na Genics, clínica especializada em reprodução assistida, unimos mais de 16 anos de experiência clínica a um olhar de vanguarda, com infraestrutura moderna e padrões de cuidado rigorosos em saúde reprodutiva.
O sucesso da FIV depende de um sequenciamento rigoroso de intervenções. O processo executa-se através das seguintes etapas sequenciais:
A Genics reafirma seu compromisso social através do atendimento inclusivo a casais homoafetivos e pessoas que buscam a produção independente. Para casais femininos, a técnica de ROPA (Recepção de Oócitos da Parceira) permite uma maternidade compartilhada, onde uma das parceiras doa o óvulo e a outra gesta o embrião. No caso de casais masculinos e homens solo, a clínica auxilia em todo o processo de ovodoação e útero de substituição (barriga solidária), seguindo rigorosamente os parâmetros legais de ausência de fins lucrativos e anonimato dos doadores.
A prática da reprodução assistida no Brasil é orientada pelas resoluções do Conselho Federal de Medicina, que estabelecem o marco ético e deontológico para médicos e pacientes. A Resolução CFM nº 2.320/22 é o dispositivo em vigor.
A norma estabelece que a idade máxima para candidatas à gestação por técnicas de reprodução assistida é de 50 anos, embora exceções possam ser aceitas com base em critérios técnicos fundamentados. O número de embriões a serem transferidos é limitado para prevenir gestações múltiplas de alto risco, baseando-se na idade da mulher no momento da coleta dos gametas.
Uma das mudanças mais significativas da nova resolução foi a retirada da exigência de autorização judicial para o descarte de embriões criopreservados há mais de três anos, desde que haja o consentimento expresso e por escrito dos genitores. Além disso, a gestação de substituição foi ampliada para permitir que descendentes (filhas e sobrinhas) também participem como cedentes temporárias do útero, facilitando o processo dentro do círculo familiar.
O tratamento de fertilização in vitro é uma jornada emocionalmente intensa que exige suporte muito além do procedimento médico. Buscamos mapear essa trajetória para reduzir o estresse e oferecer clareza em todas as etapas.
A jornada começa com uma consulta onde se analisa o histórico reprodutivo, hábitos de vida e exames laboratoriais básicos como o Hormônio Anti-Mülleriano (AMH), ultrassonografia transvaginal e espermograma. O diagnóstico inicial é crucial para definir se o caminho será a FIV clássica, a ICSI ou se técnicas de baixa complexidade.
O aconselhamento genético ajuda famílias a entenderem riscos de doenças hereditárias. Através do PGT-M (para doenças monogênicas) e PGT-A (para aneuploidias), conseguimos selecionar embriões geneticamente saudáveis antes da transferência, o que é especialmente relevante para mulheres acima de 38 anos, onde as chances de síndromes cromossômicas aumentam exponencialmente.
O acompanhamento humanizado visa reduzir o desgaste mental, mencionado como um dos maiores desafios do tratamento. Oferecemos um ambiente acolhedor com serviço de concierge para que a paciente sinta-se acolhida.
Na Genics, o processo de Fertilização In Vitro inclui incubadoras com monitoramento inteligente e algoritmos de análise celular. Unimos infraestrutura com uma equipe de especialistas de renome, com um objetivo final que permanece o mesmo desde sua fundação: transformar a complexidade da ciência em realidades familiares para quem enfrenta os desafios da concepção.
A jornada da fertilidade é única para cada pessoa, mas o suporte de uma instituição que detém o “Padrão Ouro” de qualidade garante que esse caminho seja percorrido com a máxima segurança, ética e eficácia que a medicina contemporânea pode oferecer.
Nossa instituição foi projetada para oferecer uma jornada de tratamento que integra conforto e rigor de uma clínica de reprodução humana de última geração em São Paulo. A estrutura física contempla dois centros cirúrgicos completos, salas de coleta oocitária e laboratórios de FIV.
A acreditação ONA Nível 1 conferida à Clínica Genics pela Organização Nacional de Acreditação é uma evidência do cumprimento estrito de protocolos de segurança e gestão que visam minimizar riscos e maximizar a eficácia dos tratamentos. Este nível de certificação, somado à homologação por órgãos como a ANVISA, o CREMESP e a afiliação à Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Redlara) e à Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), posiciona a clínica em um patamar de conformidade ética e técnica.
A liderança técnica é exercida pelo Dr. José Geraldo Aguiar Faria JR (CRM-SP: 54.022), cuja visão é complementada por uma equipe multidisciplinar de alta especialização. O corpo clínico inclui o Prof. Dr. Philip Wolff, referência em biotecnologia e andrologia, e especialistas como o Dr. César Milton Marinelli na urologia e o Prof. Dr. Dirceu Mendes Pereira na ginecologia e obstetrícia.
Médico Responsável Técnico: Dr. José Geraldo Aguiar Faria JR — CRM-SP: 54.022

Trata-se de uma técnica de micro-manipulação de embriões utilizada para facilitar o rompimento da zona pelúcida (camada protetora que envolve o embrião) quando os mecanismos naturais não são suficientes para que ele “ecloda” e possa se implantar no útero.
Essa técnica se baseia na criação controlada de uma abertura ou afinamento da zona pelúcida, preparando o embrião para a transferência e aumentando, potencialmente, as taxas de implantação
Existem três métodos principais para realizar o assisted hatching:
Na GENICS, atualmente, usa o sistema a laser integrado a um microscópio invertido, pulsos curtos e precisos são aplicados para criar uma pequena abertura na zona pelúcida, sem contato físico direto. Este método permite mais precisão e controle para o embriologista, que define a energia, a duração dos pulsos e o diâmetro desejado da abertura – normalmente na faixa de alguns micrômetros –, garantindo que apenas a porção necessária da zona seja removida, minimizando o risco de danos ao embrião
O uso do laser para assisted hatching apresenta vantagens em termos de precisão e segurança quando comparado com técnicas mecânicas (como o corte manual com micropipetas) ou químicas (que utilizam meios acidificados para enfraquecer a zona pelúcida).
O método a laser minimiza os riscos de danos acidentais ao embrião, pois o equipamento permite um controle refinado sobre a área e a profundidade da abertura realizada. Essa técnica pode ser especialmente benéfica para pacientes com fatores que dificultem a eclosão natural do embrião, como embriões provenientes de descongelamento ou características de zona pelúcida mais espessa, frequentemente observada em mulheres de idade avançada.
É importante ressaltar que, apesar de promissora, a indicação para o uso do assisted hatching laser deve ser cuidadosamente avaliada por uma equipe especializada. Os resultados podem variar conforme as características individuais dos embriões e dos pacientes. Assim, essa intervenção é realizada somente quando a análise clínica indicar que os benefícios potenciais superam os riscos, sempre como parte de um protocolo personalizado para maximizar as chances de implantação e sucesso da gestação.
Do ponto de vista técnico, ao utilizar o laser, alguns aspectos são cuidadosamente monitorados, como os parâmetros:
Essa escolha é feita para maximizar o potencial e a compatibilidade embrionária com o ambiente uterino, especialmente em casos em que a zona pelúcida se apresenta mais espessa, como pode ocorrer em mulheres de idade avançada ou após processos de criopreservação.
Assim, cada técnica tem suas vantagens e limitações, mas a abordagem a laser tem ganhado preferência justamente pela capacidade de oferecer alta precisão e minimizar a manipulação mecânica, o que pode reduzir riscos e aumentar a taxa de sucesso na implantação.
Protocolos padronizados e a experiência da equipe de embriologia são determinantes para a escolha do método e o ajuste fino dos parâmetros, evitando sobrecargas de energia e garantindo a segurança do embrião.

É um equipamento utilizado em laboratórios de fertilização in vitro FIV/ICSI de alta tecnologia, que permite monitorar o desenvolvimento embrionário de forma contínua e não invasiva.
Diferente das incubadoras convencionais, que exigem que os embriões sejam retirados para uma avaliação ao microscópio, essa tecnologia registra automaticamente imagens em intervalos regulares (a cada 10 minutos) e as compila em vídeos que documentam, com precisão os detalhes, e todas as etapas de divisão celular e crescimento dos embriões. Em vez de avaliações estáticas em momentos isolados (como a tradicional observação a cada 24 horas), a tecnologia de time-lapse registra imagens em intervalos curtos, permitindo que a equipe de embriologistas visualizem, em tempo real, fases cruciais como a divisão celular, a sincronização dos eventos e até mesmo a ocorrência de anomalias, como multinucleação ou divisões irregulares
Esse monitoramento de modo ininterrupto, permite uma análise, de maneira aprofundada, os parâmetros morfocinéticos dos embriões – isto é, os padrões de divisão e o tempo em que ocorrem as clivagens – sem interferir nas condições ideais de cultivo. Esse método preserva a estabilidade do ambiente (temperatura, umidade, níveis de CO₂ e oxigênio) e elimina a necessidade de manipulação externa, fator que pode prejudicar o desenvolvimento dos embriões.
Essa tecnologia permite ainda a possibilidade de realizar uma seleção, mais precisa dos embriões com maior o potencial de implantação. As imagens e os vídeos gerados, permitem a equipe da reprodução assistida identificar, de modo não invasivo, eventuais anomalias ou padrões de desenvolvimento embrionário que indicam maior qualidade, melhorando assim as chances de um resultado clínico bem-sucedido. Em alguns casos, a Genics até compartilha esses vídeos com os casais, aumentando a transparência e gerando maior confiança no procedimento.
Essa inovadora e revolucionária tecnologia incorporada ao laboratorio de FIV da Genics, não só aprimora a avaliação e seleção dos embriões, mas também contribui para a evolução dos tratamentos, proporcionando resultados mais eficazes e seguros. Além de sua aplicação prática, o sistema de incubação com time lapse, abre portas para futuras integrações com ferramentas de inteligência artificial, com o uso de algoritmos, que estão transformando a análise embrionária, pois, podem identificar padrões sutis e aprimorar ainda mais as análises, tornando o processo cada vez mais preciso e personalizado. Essa interseção entre a tecnologia e a biologia, cada vez mais, continua a expandir os horizontes da reprodução humana assistida, tornando o futuro da fertilização in vitro cada vez mais promissor e eficaz.

A Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) foi desenvolvida em 1992 por embriologistas na Bélgica. Desde então, são mais de 33 anos de consagração desta técnica de reprodução humana assistida que revolucionou o tratamento da infertilidade do homem e, se tornou amplamente, utilizada em clinicas de reprodução humana em todos o mundo.
A ICSI é uma técnica avançada de fertilização in vitro (FIV) que consiste na inserção de um único espermatozoide diretamente no citoplasma do óvulo. Esse procedimento se tornou essencial principalmente para casos de infertilidade masculina, sobretudo quando os níveis espermáticos são baixos, quando há baixa motilidade ou problemas morfológicos que dificultam a fecundação de maneira convencional.
Do ponto de vista prático, após a estimulação ovariana e a coleta dos óvulos, os espermatozoides são obtidos, seja por coleta de sêmen (masturbação) ou via biópsia testicular, e avaliados minuciosamente. Um embriologista especializado em micromanipulação seleciona o espermatozoide com os melhores parâmetros e o injeta diretamente no óvulo. Esse método permite que o espermatozoide ultrapasse a barreira da zona pelúcida, facilitando o processo de fecundação e aumentando as taxas de sucesso, especialmente em ciclos de FIV que já falharam com as técnicas tradicionais.
A ICSI, representa um marco na medicina reprodutiva, além de ampliar as possibilidades de alcançar a fecundação em situações desafiadoras, também suscita debates éticos e legais, principalmente no que diz respeito à manipulação do início da vida embrionária e às intervenções genéticas. Tais discussões enfatizam a importância de regulamentações e da reflexão cuidadosa sobre os limites éticos na reprodução assistida. Muitos estudos e avanços tecnológicos continuam a refinar essa abordagem, integrando novos métodos de avaliação e seleção dos gametas, o que eleva o padrão de cuidado e personalização dos tratamentos de fertilização in vitro contribuindo para que casais com desafios de fertilidade tenham maiores chances de obter uma gravidez bem-sucedida.
As taxas de sucesso da ICSI podem variar amplamente de acordo com o cenário clínico e as características individuais dos casais. Em geral, podemos destacar alguns pontos:
Estudos mostram que, quando os óvulos apresentam uma qualidade adequada, a taxa de fertilização utilizando a ICSI costuma ficar entre 60% e 80%. Esses números refletem especificamente a eficiência em estimular a fertilização, ou seja, a proporção de óvulos injetados que conseguem se fertilizar com sucesso.
A fertilização em si permanece na faixa dos 60–80%, e a taxa de gravidez (medida por ciclo ou transferência) pode variar de acordo com outros fatores associados à saúde reprodutiva da mulher. Nos casos em que a ICSI é indicada para superar problemas severos do fator masculino, como baixa contagem, baixa motilidade ou anomalias morfológicas do espermatozoide, os resultados obtidos podem ser comparáveis aos da FIV convencional, mas com a vantagem de uma abordagem mais direcionada. Ou seja, mesmo com espermatozoides de qualidade comprometida, a técnica permite uma fertilização eficaz.
A idade da mulher é um dos fatores determinantes e, mais críticos na taxa de sucesso do tratamento. Em mulheres mais jovens (por exemplo, abaixo dos 35 anos), os embriões desenvolvidos via ICSI tendem a se apresentar com melhor qualidade, o que resulta em taxas de implantação e nascidos vivos mais elevadas. Na genics, os índices de gravidez por transferência podem chegar a 50% ou mais. Por outro lado, em mulheres com idade mais avançada, mesmo que a ICSI consiga fertilizar os óvulos de forma eficiente, a taxa de sucesso em termos de gravidez e nascidos vivos tende a diminuir devido à menor qualidade dos óvulos e à maior incidência de aneuploidias embrionárias.
A tecnica do ICSI, também pode ser utilizada em casos de infertilidade inexplicada, ou em ciclos com baixa contagem de óvulos. Nesses contextos, além da qualidade dos gametas, fatores como o protocolo de estimulação ovariana, a técnica de cultivo embrionário e a eficiência no procedimento de transferência influenciam diretamente os resultados finais. Na genics o protocolo recomenda que a triagem genética (PGT-A) para selecionar embriões euplóides, o que pode melhorar ainda mais as taxas de implantação e o sucesso do tratamento, especialmente em populações de risco.
Em resumo, enquanto as taxas de fertilização com ICSI frequentemente se concentram entre 60% e 80%, os resultados reais em termos de gravidez e nascidos vivos variam significativamente conforme o cenário – principalmente devido à idade materna, qualidade dos óvulos e demais protocolos do tratamento.
Essa variabilidade reforça a importância de uma avaliação individualizada em cada caso, para que a abordagem terapêutica seja ajustada às necessidades específicas do casal.

A inseminação artificial configura-se como um dos principais procedimentos no portfólio da medicina reprodutiva contemporânea. O método visa facilitar de forma assistida o encontro dos gametas femininos e masculinos, otimizando as condições fisiológicas para que a fertilização ocorra de maneira natural. Tire todas as suas dúvidas sobre a inseminação artificial nesta página:
O procedimento baseia-se na introdução instrumental de uma amostra altamente concentrada de espermatozoides. Estes espermatozoides são previamente capacitados em laboratório diretamente na cavidade uterina da paciente e o processo é rigorosamente programado para coincidir com a janela ovulatória da mulher, obtida por meio de protocolos de estimulação ovariana leve e monitoramento ecográfico contínuo.
Diferente da Fertilização in Vitro (FIV), na qual a união dos gametas e o desenvolvimento inicial dos embriões ocorrem em ambiente laboratorial controlado, na inseminação artificial a fecundação ocorre estritamente dentro do organismo feminino (in vivo), especificamente no interior das tubas uterinas. Trata-se de um procedimento ambulatorial, executado por via vaginal com o auxílio de um cateter flexível, dispensando a necessidade de incisões cirúrgicas, anestesia geral ou internação hospitalar.
Para compreender as distinções estruturais entre as duas abordagens, o quadro comparativo a seguir estabelece as bases clínicas, técnicas e financeiras de cada tratamento:
| Inseminação Artificial (IIU) | Fertilização in Vitro (FIV) | |
|---|---|---|
| Complexidade e infraestrutura | Realizada em consultório especializado com suporte laboratorial básico para processamento de sêmen. | Requer centro cirúrgico para aspiração folicular e laboratório de embriologia de última geração. |
| Local de ocorrência da fecundação | In vivo (fisiologicamente dentro das tubas uterinas da paciente). | In vitro (em incubadoras laboratoriais sob condições controladas de pH e temperatura). |
| Requisitos anatômicos mínimos | Obrigatoriedade de integridade e permeabilidade de pelo menos uma das tubas uterinas. | Independe da função ou presença das tubas uterinas, pois o embrião é transferido diretamente ao útero. |
| Taxa média de sucesso por ciclo | Varia entre 10% e 20%, altamente influenciada pela idade da paciente e reserva ovariana. | Varia entre 40% e 60% em pacientes com prognóstico favorável, devido ao controle sobre a seleção embrionária. |
| Investimento financeiro estimado (média Brasil) | Ciclo clínico cotado entre R$ 2.000 e R$ 8.000. | Procedimentos estimados a partir de R$ 15.500, acrescidos de custos com anestesiologia e criopreservação. |
| Custo estimado de medicamentos | Estimulação leve com custo farmacêutico variando entre R$ 500 e R$ 2.000 por ciclo. | Estimulação intensa com custo farmacêutico consideravelmente mais elevado devido à necessidade de múltiplos hormônios. |
A indicação da inseminação artificial fundamenta-se em uma triagem diagnóstica rigorosa, assegurando que o perfil reprodutivo da paciente seja compatível com o mecanismo de fertilização in vivo. Os principais cenários clínicos recomendados englobam:
A taxa de sucesso da inseminação artificial é intrinsecamente limitada pela idade biológica da mulher, declinando significativamente após os 35 anos devido ao envelhecimento dos oócitos e à redução da reserva ovariana. Por esta razão, a prática médica baseada em evidências estabelece um limite prudencial de três a quatro tentativas consecutivas do procedimento. Caso a gestação não se concretize dentro desse intervalo, a transição para métodos de alta complexidade como a FIV é recomendada a fim de otimizar o tempo reprodutivo da paciente.
O sucesso da inseminação artificial reside no sincronismo absoluto entre a maturação folicular da paciente e o processamento da amostra seminal no laboratório de andrologia. O ciclo terapêutico é dividido em etapas sequenciais integradas, como é visto a seguir:
| Etapa clínica | Período estimado | Descrição dos procedimentos e intervenções médicas |
|---|---|---|
| 1. Estimulação ovariana | Dias 1 a 10 do ciclo menstrual | Administração de hormônios por via oral ou injeções subcutâneas diárias para promover o crescimento de folículos maduros. |
| 2. Monitoramento folicular | Dias 3 a 10 do ciclo menstrual | Realização de ultrassonografias transvaginais seriadas a cada 48 ou 72 horas para acompanhar o diâmetro folicular e a espessura endometrial. |
| 3. Indução da ovulação | Dia 11 ou 12 do ciclo menstrual | Aplicação única do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) quando os folículos atingem cerca de 18 mm, programando a ovulação para 36 horas após. |
| 4. Preparo do sêmen | Dia da inseminação (36h pós-hCG) | Coleta da amostra por masturbação ou descongelamento de sêmen de doador, seguida de técnicas de centrifugação de densidade para selecionar os espermatozoides de melhor motilidade. |
| 5. Inseminação intrauterina | Dia da inseminação | Introdução do cateter flexível através do colo do útero para deposição dos espermatozoides capacitados diretamente no fundo uterino. Procedimento indolor realizado em consultório. |
| 6. Suporte e confirmação | Dias 1 a 14 pós-procedimento | Administração opcional de progesterona natural micronizada por via vaginal para preparar o endométrio, seguida de teste Beta-hCG após duas semanas. |
Durante a fase de estimulação ovariana, o controle médico é essencial para evitar o desenvolvimento de múltiplos folículos, que acarretaria o risco de gestações múltiplas de alta ordem (gêmeos ou trigêmeos), associadas a complicações obstétricas como parto prematuro e pré-eclâmpsia. Se o monitoramento apontar o crescimento de mais de três folículos dominantes, o ciclo de inseminação é rotineiramente cancelado ou convertido em Fertilização in Vitro para garantir a segurança da paciente.
A realização de tratamentos de reprodução assistida no Brasil exige estrito cumprimento das normas éticas e legais estabelecidas pelos órgãos reguladores. O principal marco deontológico vigente é a Resolução CFM nº 2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina, que revogou as normativas anteriores e estabeleceu os critérios para a atuação dos médicos no território nacional.
As diretrizes do CFM e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da RDC nº 771/2022, definem parâmetros éticos rigorosos para o funcionamento das clínicas de reprodução humana:
A Genics consolidou-se como referência nacional em tratamentos personalizados de reprodução humana, destacando-se por sua experiência de 16 anos e aplicação de infraestrutura de última geração em conformidade com as exigências da ONA Nível 1. Sob a coordenação do Diretor Técnico Médico Dr. José Geraldo Aguiar Faria Jr. (CRM-SP: 54.022) e do Dr. Dirceu Henrique Mendes Pereira, o corpo clínico é integrado pela enfermeira Gorete Grego Toná Costa e pelos embriologistas Augusto Azzolini de Melo, Daniela Sacconi e Juliana Torres Bezerra, responsáveis pela manutenção dos índices de segurança no laboratório de reprodução e genômica.
Para atender às demandas de pacientes que necessitam de doação de óvulos para viabilizar seus tratamentos, a Genics estruturou o Programa DOAR, uma iniciativa de ovodoação e recepção de gametas coordenada pela Dra. Bruna Cavalcante (CRM-SP: 164.219 / RQE: 1.064.521).
| Parâmetro operacional | Especificação e critérios de elegibilidade | Benefícios e diferenciais para receptores |
|---|---|---|
| Faixa etária das doadoras | Mulheres saudáveis entre 18 e 34 anos de idade, com exames que comprovem excelente reserva ovariana. | Maior probabilidade de obtenção de oócitos com integridade cromossômica e alto potencial de fertilização. |
| Origem e disponibilidade | Banco próprio de óvulos criopreservados mantido no laboratório da clínica. | Agilidade no início do tratamento, eliminando filas de espera e permitindo sincronização endometrial rápida. |
| Garantia mínima por ciclo | Compromisso de fornecimento de no mínimo 8 óvulos maduros por tentativa para a receptora. | Segurança clínica e estatística para maximizar o número de embriões viáveis formados. |
| Confidencialidade e ética | Anonimato absoluto assegurado por criptografia de dados, sob as diretrizes do CFM e LGPD. | Segurança jurídica total para a família receptora e preservação da identidade da doadora. |
| Suporte multidisciplinar | Acompanhamento médico, psicológico, de enfermagem e aconselhamento genético integrados. | Acolhimento emocional e mitigação de conflitos psíquicos comuns ao processo de ovorecepção. |
O Programa DOAR estende-se também à doação de espermatozoides, fornecendo suporte essencial para a realização de tratamentos de inseminação artificial heteróloga em mulheres solteiras e casais homoafetivos femininos.
É importante estabelecer uma distinção clínica fundamental para casais homoafetivos femininos: enquanto a inseminação artificial com sêmen de doador é uma técnica de baixa complexidade em que a gestação ocorre inteiramente no corpo de uma das parceiras, o chamado Método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira) baseia-se na Fertilização in Vitro (alta complexidade). No ROPA, os óvulos de uma das mulheres são coletados, fertilizados em laboratório com sêmen de doador, e o embrião resultante é transferido para o útero da outra parceira, permitindo que ambas participem ativamente da gestação (uma fornecendo a carga genética e a outra conduzindo a gravidez). Conforme a Resolução CFM nº 2.320/2022, o Método ROPA requer a formalização de casamento civil ou união estável entre as parceiras.
A Clínica Genics também disponibiliza suporte ginecológico e reprodutivo altamente especializado para pacientes com necessidades especiais, portadores de HIV e pacientes oncológicos que necessitam de intervenções urgentes de preservação da fertilidade antes da exposição a quimioterápicos gonadotóxicos.
Médico Responsável Técnico: Dr. José Geraldo Aguiar Faria Jr. — CRM-SP: 54.022
A principal diferença está no local onde ocorre a fecundação.
Ela é recomendada para casos de infertilidade leve ou fatores específicos, tais como:

A Micro TESE, Microdissection Testicular Sperm Extraction é a extração microscópica de esperma testicular, notadamente a azoospermia não obstrutiva. Esta tecnica está na vanguarda do tratamento da infertilidade masculina, oferecendo um sinal de esperança aos casais que lutam contra a infertilidade por fator masculino.
Este procedimento de última geração representa uma mudança de paradigma nas tecnologias de reprodução humana
É uma especializada técnica cirúrgica, utilizada para a extração de espermatozoides, diretamente dos testículos, sobretudo em casos de azoospermia não obstrutiva.
Ao contrário da TESE convencional, onde a biópsia é realizada “às cegas”, a Micro TESE utiliza um microscópio cirúrgico para ampliar a visão do médico cirurgião, entre 10 a 25 vezes dos túbulos seminíferos.
Essa abordagem permite identificar, de modo mais preciso, os túbulos onde a produção de espermatozoide está ativa (espermatogênese), aumentando assim as chances de recuperação de espermatozoides viáveis para procedimentos de reprodução humana assistida, como a fertilização in vitro (FIV) com ICSI.
Durante o procedimento, o cirurgião faz uma incisão na túnica albugínea para expor o parênquima testicular. Em seguida, sob a magnificação do microscópio, os túbulos que aparentam estar “ingurgitados” – ou seja, com maior potencial de conter espermatozoides – são seletivamente retirados.
Essa estratégia não só melhora a taxa de recuperação, com estudos mostrando índices que variam aproximadamente de 41% a 63% em alguns grupos de pacientes, mas também minimiza o trauma ao tecido testicular, preservando a sua função.
Comparada a outras técnicas de obtenção de espermatozoides, como a PESA (aspiração percutânea de espermatozoides do epidídimo), MESA (aspiração microcirúrgica de espermatozoides do epidídimo) e a TESE (extração testicular de espermatozoides), a Micro-TESE se destaca por sua precisão e, consequentemente, por uma maior eficácia, especialmente em casos de azoospermia não obstrutiva. Essa abordagem requer, contudo, infraestrutura específica e mão-de-obra qualificada, o que pode torná-la mais cara e tecnicamente exigente.
Além disso, a natureza da Micro-TESE permite uma análise laboratorial imediata do material retirado, o que possibilita ao cirurgião decidir, durante a própria cirurgia, se deve continuar a extração no mesmo testículo ou explorar o testículo contralateral. Essa decisão, baseada nos resultados da análise on-line, contribui para um procedimento mais eficiente e personalizado de acordo com as condições específicas do paciente.
Os avanços contínuos nessa técnica têm melhorado ainda mais os índices de sucesso e a segurança do procedimento. Pesquisas recentes estão continuamente refinando os protocolos de seleção dos túbulos e os métodos de preparo laboratorial dos materiais extraídos, o que pode trazer prognósticos mais promissores para casais que enfrentam desafios na concepção devido a problemas de infertilidade masculina.

A punção testicular é um termo que engloba três técnicas utilizadas para a coleta de espermatozoides, diretamente dos testículos, sendo essencial no tratamento de infertilidade masculina, principalmente em homens com azoospermia ou baixa contagem seminal.
Entre as técnicas mais comuns estão a PESA, MESA e TESA, sendo que cada uma delas possui características e indicações específicas:
PESA (Percutaneous Epididymal Sperm Aspiration)
MESA Microsurgical Epididymal Sperm Aspiration
TESA (Testicular Sperm Aspiration)
Resumo e considerações
TESA coleta diretamente do testículo, onde ocorre a produção dos espermatozoides.
MESA, por sua vez, requer uma abordagem mais delicada e sofisticada (centro cirúrgico), o que pode aumentar os custos e a necessidade de especialização técnica.
Indicações Clínicas:
Cada uma dessas técnicas tem o objetivo de viabilizar a recuperação de espermatozoides para serem utilizados em tratamentos de fertilização, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) durante a fertilização in vitro (FIV).
Se você tiver interesse em explorar como esses métodos se relacionam com outros procedimentos de extração, como a TESE ou a Micro TESE, ou deseja saber mais sobre as inovações que estão surgindo para minimizar os danos aos tecidos e aumentar as taxas de sucesso, posso aprofundar a discussão e oferecer mais detalhes.

Esse procedimento tem por objetivo selecionar os espermatozoides de melhor qualidade para aumentar as chances de sucesso nos tratamentos de reprodução humana assistida, como a fertilização in vitro (FIV), a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) e a inseminação intrauterina (IIU).
Principais etapas técnicas do preparo:
Importante salientar que cada técnica é escolhida com base na qualidade do sêmen e no tipo de tratamento.

O coito programado, também como é conhecido consiste em um procedimento usados para o assim chamado de casos leves de infertilidade em reprodução humana assistida.
Essa abordagem tem como objetivo aumentar as chances de uma gravidez direcionando o casal a manter relações durante o período mais fértil do ciclo menstrual da mulher. Muitas vezes, o método envolve a estimulação ovariana medicamentosa, e o acompanhamento preciso do desenvolvimento dos folículos por meio de ultrassonografias seriada. Assim, ao identificar o momento ideal próximos da ovulação, o médico orienta o casal a ter relações sexuais em datas previamente, calculadas, afim de aumentar a probabilidade de fertilização natural.
Para este procedimento é necessária uma avaliação completa: exames hormonais, ultrassonografia transvaginal e, se necessário, análise da qualidade do sêmen do parceiro.
Se o quadro clínico indicar, a mulher pode receber estímulo ovariano com medicamentos administrados por via oral ou injetável. Ao monitorar o crescimento dos folículos—que, devem atingir tamanhos ideais, por volta de 18 mm, ´feita a administração do hCG, e hormônios que irá desencadear a ovulação. A partir deste ponto, o casal é instruído a realizar relações sexuais aproveitando a janela fértil, aumentando as chances de que ocorra a fecundação natural do óvulo.
Essa técnica é recomendada para mulheres com distúrbios ovulatórios (anovulação), ou a síndrome dos ovários policísticos (SOP), e para casais sem outras complicações reprodutivas significativas. Em geral, os melhores resultados são observados quando a mulher tem até 35 anos e possui um sistema reprodutivo saudável, com tubas uterinas desobstruídas, além de um sêmen igualmente adequado em termos de quantidade e qualidade.
Relação Sexual Programada requer um acompanhamento médico rigoroso. Embora seja considerada uma técnica menos invasiva quando comparada a métodos mais complexos, como a fertilização in vitro (FIV/ICSI) ou a inseminação intrauterina (IIA), muitos casos não resultam em gravidez, o médico pode recomendar repetir o procedimento por um número limitado de vezes ou, então, sugerir alternativas mais avançadas para o tratamento.

É um procedimento utilizado na reprodução humana assistida, fertilização in vitro FIV/ICSI que permite que embriões previamente congelados sejam transferidos para o útero da paciente em um ciclo posterior, aumentando as chances de sucesso e reduzindo riscos associados à estimulação ovariana. A transferência de embrião congelado (TEC) vem se tornando uma abordagem padrão na Genics devido aos benefícios que oferece, como: melhores taxas de implantação e menor risco de complicações obstétricas.
Sua realização envolve: