Os tratamentos de reprodução assistida possibilitam que muitas pessoas realizem o sonho de ter uma família. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a doação de sêmen é indicada para casais cujo fator de infertilidade está no homem, casais homoafetivos femininos e mulheres que decidem ser mães solo. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a doação de gametas (esperma) seja anônima. ⠀
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Segundo o Relatório de Dados de Importação de Células e Tecidos Germinativos para Uso em Reprodução Humana Assistida, divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as mulheres solteiras solicitam a maioria das amostras de sêmen, seguidas pelos casais heterossexuais. Já os casais homoafetivos de mulheres representaram 22% das importações no ano de 2017. ⠀
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Especialistas da SBRA indicam que o procedimento seja realizado através da inseminação artificial (intrauterina) ou fertilização in vitro (FIV). ⠀
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– Inseminação artificial: Técnica na qual o médico transfere os espermatozoides previamente tratados e selecionados em laboratório para o útero, cerca de 24-36 horas após o pico do hormônio responsável pela ovulação.⠀
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– Fertilização In Vitro: Técnica que consiste na união do espermatozoide com o óvulo em ambiente laboratorial. Os melhores embriões são transferidos para o útero da paciente, com a expectativa de iniciar a gestação.⠀
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A SBRA recomenda que os pacientes interessados neste tratamento recorram aos programas de doação de material biológico sérios e estruturados. A orientação de um profissional habilitado em reprodução humana é indispensável.
Antes de optar por algum procedimento, como a Inseminação Intrauterina/ Inseminação Artificial, é importante saber que, até completar 35 anos de idade, cerca de 15 a 20% dos casais podem sofrer de infertilidade. Por isso, só após um ano de tentativas, se a gravidez não ocorrer, deve-se procurar um especialista em reprodução humana.
Muitos tentantes – casais que desejam engravidar e têm dificuldades de conseguir o positivo – chegam aos consultórios médicos com várias dúvidas em relação aos procedimentos da Inseminação Artificial. Confira, a seguir, as mais comuns:
O primeiro passo, no caso da mulher, é marcar uma consulta com um ginecologista. No caso do homem, com um urologista. Dessa maneira, os profissionais vão solicitar exames específicos para identificar as possíveis causas da dificuldade de engravidar.
Normalmente, o procedimento é indicado para a mulher que não tem alteração anatômica ou apresenta leves distúrbios ovulatórios. Ou, em alguns casos, apresenta o que chamamos de muco hostil ao espermatozoide.
No caso do homem, quando a concentração (número de espermatozoides) tem alguma alteração leve. Mas é importante lembrar que o homem precisa ter uma quantidade mínima de espermatozoides no sêmen. Já a mulher deve ter ao menos uma tuba uterina sem alteração, para o espermatozoide conseguir chegar até o óvulo.
O procedimento pode ser realizado a partir de uma leve estimulação ovariana ou em ciclos naturais, sem a utilização de medicamentos. Após a coleta do sêmen, a técnica consiste em preparar os espermatozoides, separando os melhores para serem colocados, através de um cateter, no interior do útero. A inseminação deve ser feita no período exato de ovulação da mulher. Feito isso, os espermatozoides precisam “nadar” até encontrarem o óvulo para fecundá-lo.
A mulher começa a usar a medicação no início do ciclo menstrual. Esse processo é feito em cerca de 15 dias. Como a inseminação só é realizada após a liberação dos óvulos, ou seja, no período fértil, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação ou não da gravidez dura em torno de 30 dias.
Como é um procedimento mais simples, pode ser realizado na clínica, sem anestesia, ou no próprio consultório médico. Ela não causa dor e dura poucos minutos, sendo que a mulher pode voltar às suas atividades cotidianas em seguida. Ou, dependendo do médico, após 24 horas do procedimento.
Entre 10 a 12 dias após o procedimento já é possível realizar o teste de gravidez.
Sim. Nos casos em que o parceiro da mulher não produz espermatozoides ou no caso de casais homoafetivos.

Sim. A mulher precisar estar saudável, com os exames e as vacinas em dia. Também é proibido fumar ou ingerir bebidas alcoólicas. Além disso, deve-se estar com peso correto e seguindo as recomendações médicas, como a suplementação com ácido fólico.
Para o homem, é preciso que fique em abstinência sexual de dois a cinco dias antes da coleta do sêmen, evite estresse excessivo, calor na região genital e consumo de álcool e o fumo.
De 15% a 20%, por ciclo. Mas vale lembrar que, quanto mais idade a mulher tiver, menores são as chances de gravidez. Após os 35 anos, por exemplo, as chances de sucesso, com a Inseminação Artificial, tendem ser menores.
Normalmente, três tentativas, em ciclos consecutivos. Se a gravidez não se confirmar, o ideal é que o médico analise outras opções, como a Fertilização in Vitro (FIV).
A paciente deve ficar deitada, em repouso na clínica, por aproximadamente meia hora. Esse cuidado facilita a chegada do sêmen no interior das tubas.
Em média, o valor para o processo de Inseminação Artificial, sem os medicamentos, fica entre R$ 2.500 a R$ 3.500.

Veja também: Inseminação e fertilização: qual é a diferença? e Inseminação Artificial caseira: os riscos para a saúde
Ao decidir ir em frente com a concretização de gerar um filho, é preciso ter total segurança na hora de escolher o local que você irá realizar os exames e fazer os procedimentos. Por isso, selecionamos os itens mais importantes que você deve checar ao escolher um laboratório de reprodução humana assistida.
Pesquisar e checar as instalações do laboratório, o tempo que atua na área, as opiniões de clientes e as taxas de sucesso nos tratamentos.
Muitos são os itens que influenciam diretamente no sucesso de um processo de fertilização. Por isso, a tecnologia e o controle de qualidade do laboratório são fundamentais.
A equipe técnica precisa ser de excelente qualidade. Por isso, é preciso checar o currículo dos embriologistas e médicos que atuam no laboratório. Pesquise se os profissionais fazem parte de alguma sociedade científica, como a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH); Sociedade Brasileira deReprodução Assistida (SBRA); Sociedade Europeia de Medicina Reprodutiva e Embriologia (ESHRE); Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM); e Red Latino Americana de Reprodução Assistida (REDLARA).
Verifique se o local segue todas as normas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitário (ANVISA) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Pesquise sobre a participação dos integrantes do laboratório em congressos e eventos sobre reprodução humana no Brasil e no exterior. Além disso, verifique a atuação desses profissionais em suas próprias redes sociais, como o Instagram. Ou seja, um profissional com engajamento positivo é um indício que é um especialista sério.
O tratamento de fertilização in vitro é um momento que exige conforto, segurança e bem-estar. Por isso, verifique a infraestrutura como um todo. Conheça as áreas internas, como salas de exames e de recuperação, laboratório e centro cirúrgico. Analise o conforto, as vantagens e a limpeza que o local oferece aos pacientes.
Analise se a clínica oferece um serviço humanizado. Respeito, transparência e dedicação da equipe são revelados quando os funcionários são solícitos, educados, carinhosos e acessíveis.
Anote e leve, na primeira consulta, todas as suas dúvidas. Analise se o médico respondeu, com segurança, a todos os seus questionamentos e te explicou todas as possibilidades de tratamentos. Afinal, o bom profissional precisa orientar sobre os resultados esperados de cada tratamento e as melhores indicações para cada caso.
Novas e modernas tecnologias para os laboratórios de fertilização potencializam bons resultados. Por isso, verifique se o laboratório preza pela capacitação de seus profissionais, investindo no desenvolvimento de pesquisas e treinamentos de seus embriologistas, e no aprimoramento de técnicas e equipamentos.
Os equipamentos e os materiais usados na reprodução assistida precisam ser modernos e de extrema qualidade.
Normalmente, esses itens são importados e têm um alto valor agregado. Por isso, um laboratório de ponta precisa ter todas as certificações necessárias para ter excelência no controle de qualidade.
Veja também: 8 Dúvidas sobre Reprodução Humana Assistida e Clínica de Reprodução Assistida: como escolher?
Foto: Fernanda Venâncio Fotografia
O sucesso do tratamento de reprodução assistida depende de diversos fatores, como a qualidade dos óvulos e espermatozoides, a idade e a genética dos tentantes, entre outros fatores que influenciam na infertilidade do casal. Mas, dentre todos esses pontos importantes a considerar, fazer os processos que envolvem o tratamento de reprodução humana em uma clínica que possui um laboratório de qualidade é vital para aumentar as chances de gravidez.
“Assim como os médicos e embriologistas devem ser altamente qualificados e procurar se atualizar constantemente, o laboratório precisa ter equipamentos de última geração e materiais, insumos e descartáveis de primeira linha, para que se obtenha sucesso nos tratamentos de reprodução assistida”, explica o Prof. Dr. Philip Wolff, embriologista e diretor da Genics Medicina Reprodutiva.
Óvulos e espermatozoides são células muito sensíveis e o processo de incubação, cultivo e congelamento realizado nos laboratórios deve ser extremamente cauteloso, para garantir sua integridade. E, para isso, é preciso contar com um ambiente propício, com temperatura e luminosidade adequadas, filtros de ar específicos e acesso restrito, pois células vivas podem sofrer influencias deletérias do meio ambiente.
“Não importa o quão perfeito foi o estímulo ovariano de uma mulher, se o laboratório não for capaz de gerar bons embriões, o sucesso do tratamento será comprometido”, afirma Rafael Portela, embriologista da Genics Medicina Reprodutiva.
Para o especialista, mesmo atendendo às exigências normativas da Anvisa, o investimento em espaço, equipamentos e fluxo de trabalho varia muito de um centro de reprodução humana para outro e isso obviamente se reflete nos marcadores de qualidade do laboratório. “O laboratório é o local onde as células entram separadas (óvulo e espermatozoides) e saem como um embrião candidato a se tornar um bebê. Por isso, todos os detalhes que envolvem esse processo são minuciosos e o controle de qualidade do ambiente deve ser rigoroso, continuo e diário”, alerta Rafael Portela.
Segundo o Dr. Philip, os resultados positivos variam em torno de 50 a 60%, devido ao laboratório permitir, hoje, a replicação do ambiente reprodutivo de forma mais fiel possível ao natural.
Todo laboratório de reprodução humana no Brasil, denominados Bancos de Células e Tecidos Germinativos – BCTGs, devem ser licenciados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder funcionar. “A normativa RDC n. 23/2011 define parâmetros de qualidade e segurança para o funcionamento dos BCTGS. Esses parâmetros vão desde a seleção de pacientes e doadores, a coleta do material (óvulos e sêmen), realização de testes, controle de qualidade, armazenamento e criopreservação, transferência dos embriões, entre outros”, explica Lílian de Macedo, assessora de imprensa da Anvisa.
De acordo com o Dr. Philip Wolff, todos os procedimentos, sejam eles administrativos ou técnicos, científicos e médicos, seguem protocolos exaustivamente elaborados e validados. Estes são checados semestralmente e alterados conforme a atualização da legislação ou ainda o advento de novas tecnologias.
Além disso, a Anvisa criou, desde 2008, o regulamento(RDC n.29/2008) que determina que os laboratórios de reprodução humana forneçam uma série de dados anualmente ao órgão. “Com essas informações é gerado o relatório Sis-Embrio, que mostra o número de embriões fertilizados no país. O documento também traz indicadores para promover a melhoria contínua do controle de qualidade dos BCTGs, auxilia os agentes sanitários a avaliar e inspecionar os locais, além de possibilitar o acesso à população aos referidos indicadores de qualidade, que podem ser consultados com transparência pelo nome de cada laboratório”, explica Lilian.
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O programa de doação de espermatozoides é um local de armazenamento de esperma e sêmen, de doadores voluntários. O programa preserva o material por meio de congelamento no nitrogênio líquido, a 196ºC. O processo chamado de criopreservação permite o uso do material no futuro em processos de reprodução humana assistida, como a Fertilização In Vitro ou a Inseminação Artificial.
A doação feita no programa pode ajudar homens inférteis com ausência, baixa concentração ou baixa qualidade de espermatozoides. Um exemplo disso são os ex-pacientes de câncer. Eles são beneficiados pela doação porque geralmente ficam estéreis devido à medicação presente na rádio e quimioterapia.
Homens com distúrbios genéticos ou doenças contagiosas, como HIV, também podem decidir por não utilizar o próprio sêmen e optar por um doador. Assim, a partir do uso dos gametas de um doador, o homem infértil ganha a possibilidade de ser pai.
As doações também ajudam mulheres sem parceiro masculino que desejam ter um filho em uma produção independente. O mesmo vale para casais homoafetivos e homens com vasectomia, sem chance de reversão, que querem ser pais novamente.
Qualquer pessoa pode ser doador, desde que seja voluntário, pois a legislação brasileira não permite o comércio desse serviço. Porém existem algumas regras, como em relação à idade, que é de 18 a 40 anos.
Também é solicitada, normalmente, uma análise criteriosa da saúde do doador, porque ele não pode ter histórico de doença genética ou crônica própria ou na família. Também estão vetados doadores com doenças sexualmente transmissíveis e malformações. Uma outra regra é que o Conselho Federal de Medicina (CFM) exige a doação de gametas anônima.
A coleta do esperma para o programa é feita em hospitais e clínicas de reprodução humana, por meio da masturbação masculina, no entanto, existem casos nos quais pode ser feita por cirurgia. Após a coleta é realizada a análise seminal, para avaliar a saúde dos gametas.
Se tudo estiver dentro dos parâmetros, o material é armazenado por meio da criopreservação. Os médicos oferecem amostras de doadores com características físicas semelhantes a do receptor, como cor dos olhos, do cabelo e da pele.
Veja mais: Inseminação e fertilização: qual é a diferença?
A reprodução humana assistida é um ramo da Biologia e Medicina destinada a ajudar casais com dificuldades para engravidar. Atualmente os fatores de infertilidade ou dificuldades para obter uma gestação não são apenas problemas clínicos, mas também sócio-comportamentais, em virtude da formação de novos modelos familiares, como, por exemplo, casais homoafetivos que necessitam de programas de ovodoação ou sessão temporária de útero (“barriga de aluguel”) ou produções independentes.
Ela também ajuda quem deseja preservar a fertilidade antes de um tratamento de câncer ou quer postergar a maternidade/paternidade, com o congelamento de óvulos e espermatozoides, ou na reversão de laqueaduras ou vasectomias.
A infertilidade não tem uma causa específica, podendo ter origem multifatorial ou isolada. Pode ser por fatores genéticos ou decorrente de problemas de saúde, como diabetes, estresse, obesidade, disfunções hormonais, endometriose, varicocele e disfunções anatômicas. Por isso, o primeiro passo é buscar o profissional e o diagnóstico certo para tratar as causas da infertilidade.

Atualmente, existem diversos tratamentos disponíveis e, com os avanços da ciência e da medicina, os resultados são cada vez mais promissores. Mas é importante contatar serviços e profissionais com credibilidade e contar com o apoio de especialistas qualificados, para que seja indicado e realizado o tratamento mais adequado para cada paciente.
A Inseminação Artificial ou Intrauterina (IIU) é um procedimento mais simples dentro das diferentes metodologias disponíveis de tratamentos em reprodução humana assistida, que pode ser realizado no consultório médico sem anestesia, pois é indolor e rápido – e a paciente tem alta no mesmo dia. O sêmen do parceiro é colhido, sendo que os melhores espermatozoides são selecionados por metodologias especificas, e após processamento da amostra os espermatozoides são injetados diretamente no útero da mulher, no momento da ovulação.
Para casos mais severos de infertilidade, é indicada a Fertilização In Vitro (FIV). Nesse tratamento, é feita a indução da ovulação da mulher com auxílio de medicamentos e hormônios, principalmente injetáveis. Depois, são coletados os gametas femininos e o sêmen do parceiro. A fecundação é feita em laboratório e, posteriormente, o embrião é implantado no útero da mulher.
A quantidade de embriões transferidos para o útero depende da idade da mulher. Vale lembrar que, para mulheres até 34 anos podem ser transferidos até 2 embriões; de 35 a 38 anos até 3 e, a partir de 39 anos em diante, até quatro embriões são transferidos. Os embriões excedentes devem ser congelados ou para uma próxima gravidez ou uma nova tentativa.
Homens com casos de infertilidade severa devem usar a técnica ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), que escolhe microscopicamente o espermatozoide mais saudável e o injeta no óvulo.
Veja mais: Como escolher a melhor clínica e os melhores profissionais
Poder gerar um filho é um desejo de muitos casais que, nem sempre, é realizado de forma natural. E justamente por ser um sonho, esse assunto deve ser tratado com humanidade e acolhimento. Por isso, a primeira etapa para quem decide ter um filho por meio de inseminação artificial é escolher uma clínica de reprodução humana. Mas atenção: ela deve possuir todos os quesitos esperados e necessários para diferentes tipos de tratamentos.
É preciso avaliar diversos aspectos, como infraestrutura, experiência da equipe de laboratório e médica e atendimento oferecido, que deve ser personalizado. Ou seja: cada caso deve ser tratado de forma única. Além das tentantes, muitas mulheres que procuram uma clínica de reprodução vivenciaram perdas dolorosas, então o respeito pela vida é fundamental.
A equipe médica e os demais funcionários da clínica de reprodução humana devem tratar os pacientes com respeito, humanidade, ética, dedicação e total transparência. Ou seja, expondo todas as possibilidades de tratamentos. O pacientes orientando sobre os resultados esperados de cada um e quais as melhores indicações para cada caso.
O paciente deve conseguir esclarecer todas as suas dúvidas e se sentir confortável com a equipe médica. Ouvir opiniões e considerações de outros pacientes também é importante.
Diversos fatores podem ser a causa da infertilidade. Um deles, por exemplo, é a alimentação. Por isso, uma clínica de reprodução humana precisa ter profissionais especializados e preparados para atender os pacientes de forma integrada. Isso inclui diversas especialidades, como ginecologistas, obstetras, urologistas, embriologistas, geneticistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.
Profissionais especializados na área de reprodução humana e genética com larga experiência farão toda diferença no tratamento. Ele se inicia com a queixa de dificuldade de engravidar, passa pelo diagnóstico médico e finaliza no momento do nascimento do bebê. A capacitação e a atualização de cada profissional são quesitos fundamentais e obrigatórios. Afinal, eles garantem que o corpo clínico trabalhe com os melhores e mais modernos equipamentos e técnicas em reprodução humana.
Vale checar, também, se os profissionais da clínica de reprodução humana são membros de alguma sociedade científica. A exemplo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA); Sociedade de Reprodução Humana (SBRH); Sociedade Europeia de Medicina Reprodutiva e Embriologia (ESHRE); Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM).
O paciente deve se sentir acolhido na clínica escolhida para o seu tratamento, afinal, será um local de visitas frequentes. Conforto, limpeza e privacidade são itens indispensáveis.
Além disso, a clínica precisa cumprir todas as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Assim, além das especialidades médicas necessárias, uma clínica com credibilidade oferece laboratórios de última geração em áreas como embriologia, andrologia e criopreservação.
São nesses setores que os processos de congelamento de óvulos e espermatozoides e de fertilização in vitro são realizados. E, ao contrário do que muitos pensam, as instalações de uma clínica de reprodução humana impactam, sim, no resultado do tratamento.
Veja também: Inseminação e fertilização: qual é a diferença?
Inseminação e fertilização. Há prós e contras em cada um dos procedimentos usados para driblar a infertilidade do casal, por isso, ao lado de seu médico, é preciso entender e descobrir qual é a técnica mais indicada para você. A Inseminação Artificial ou Intrauterina é um procedimento mais simples, enquanto a Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica de alta complexidade. Ela precisa ser feita em um laboratório especializado em reprodução humana assistida.

A principal diferença entre elas é que na inseminação artificial os espermatozoides são introduzidos diretamente no útero da mulher, para que encontrem o óvulo e o fecundem. Já na FIV um único espermatozoide, previamente selecionado, é injetado dentro do óvulo, para que seja fecundado em laboratório. Após a fecundação, o embrião desenvolvido é transferido ao útero. Por isso, a técnica ficou conhecida como “bebê-de-proveta“.
A Inseminação Intrauterina é recomendada quando o volume ou a concentração de espermatozoides do homem é levemente alterado, quando a mobilidade dos gametas decresce ou quando o muco cervical se torna “hostil” aos espermatozoides. A técnica facilita o encontro do espermatozoide com o óvulo, que por vias naturais não aconteceria. No caso da infertilidade feminina, a principal indicação é quando há distúrbios ovulatórios leves, que são corrigidos durante a indução medicamentosa da ovulação.
Já a FIV atende a um número maior de problemas relacionados à infertilidade, especialmente os mais graves. Exemplo: pacientes com obstruções ou problemas na tuba uterina que impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo e, por isso, a fecundação precisa ser realizada em laboratório.
Em geral, é indicada para casais que possuem dificuldades para engravidar ocasionadas por falência ovariana precoce, endometriose e perda gestacional recorrente. Há ainda os fatores genéticos e imunológicos, bem como baixa produção de espermatozoides ou os casos de homens vasectomizados. Agora que você já sabe para quem é indicada a inseminação e fertilização, vamos entender qual das duas é a melhor.

A FIV tem melhores índices de sucesso quando comparados a IIU. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou o limite de transferência de quatro embriões para o útero. Isso conforme a idade da paciente: até 35 anos, podem ser transferidos até dois embriões. Já entre 36 e 39 anos, no máximo três. E, com 40 anos ou mais, a transferência pode ser de quatro embriões.
Há ainda a vantagem de que pode ser feito o congelamento dos demais embriões excedentes, que não foram transferidos. Para isso, é necessário que tenham boa qualidade, para que a mulher não precise enfrentar o processo de retirada dos óvulos novamente quando desejar uma segunda gravidez ou realizar novamente outra tentativa.
Por ser um procedimento mais simples, a inseminação artificial pode ser realizada no consultório, sem anestesia. O tratamento é indolor e dura poucos minutos, sendo que a mulher pode voltar às suas atividades cotidianas em seguida. Financeiramente, tem um custo mais baixo, porém, o método não atende a todos os casos de infertilidade. Assim, há prós e contras na inseminação e fertilização, cabendo ao médico escolher a mais indicada ao paciente.
Veja também: Fertilização In Vitro tem sucesso entre 45 a 55% dos casos
A técnica de Inseminação Artificial ou Intrauterina ajuda casais com fatores moderados e/ou leves de infertilidade conjugal. Geralmente é associado a uma oligospermia leve ou fatores ovulatórios corrigidos clinicamente. Outro motivo é quando o o muco cervical se torna “hostil” aos espermatozoides. Mas é preciso que o homem possua uma quantidade mínima de espermatozoides no sêmen, que pode ser avaliada no espermograma. A mulher precisa ter ao menos uma tuba uterina sem qualquer alteração ou problema, para que haja o encontro do espermatozoide com o óvulo.

A Inseminação Artificial pode ser feita a partir de uma leve estimulação ovariana ou em ciclos naturais (sem uso de remédios). Após a coleta do sêmen, a técnica consiste em preparar os espermatozoides separando os melhores para serem colocados gentilmente no interior do útero. O procedimento é feito com o auxílio de um cateter. A partir daí, é função do espermatozoide “nadar” até encontrar o óvulo para fecundá-lo. Entre 10 a 12 dias após o procedimento já pode ser realizado o teste de gravidez.
Após a inseminação, a paciente deve ficar deitada, em repouso no consultório, por aproximadamente 30 minutos, para facilitar a chegada do sêmen no interior das tubas. Isso é importante para que aconteça a fertilização do óvulo.
Por ser um procedimento mais simples, a inseminação artificial pode ser realizada no consultório, sem anestesia. Ela não causa dor e dura poucos minutos, sendo que a mulher pode voltar às suas atividades cotidianas em seguida. As relações sexuais podem voltar ao ritmo habitual a partir do dia da inseminação. Porém, o procedimento não atende aos casos mais graves de infertilidade. Para esses casos, recomenda-se tratamentos como a Fertilização In Vitro (FIV).