DIU ou pílula: vantagens e desvantagens

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DIU pílula? Antes de decidir, saiba que os métodos anticoncepcionais atuam por meio de vários mecanismos. Os contraceptivos hormonais, por exemplo, impedem a ovulação. O Dispositivo Intrauterino (DIU) impede a fertilização.

O contraceptivo hormonal mais usado é a pílula combinada, que contém dois tipos de hormônios: estrogênios e progesterona e, apesar dos relatos de efeitos colaterais, é ainda o anticoncepcional de escolha de aproximadamente metade das mulheres jovens.

O efeito contraceptivo das pílulas está baseado na interação de vários fatores. O mais importante é a inibição da ovulação, pois diminui a liberação de alguns hormônios e ocasiona alterações nas secreções vaginais, o que aumenta a dificuldade de penetração do esperma no útero. Veja, abaixo, quais são quatro dúvidas mais frequentes quando se trata do uso do DIU ou da pílula.

1. O que é preciso fazer para a pílula ser eficaz?

Antes de iniciar o tratamento, é preciso passar em consulta com o ginecologista. Depois de exames clínicos e laboratoriais, se a pílula anticoncepcional for indicada pelo profissional, é preciso tomar o comprimido diariamente, sempre no mesmo horário.

2. Qual é a diferença entre o DIU de Cobre e o Mirena?

O DIU de cobre é revestido por um fio ou cilindros de cobre e é colocado dentro do útero por um médico ginecologista. Ele pode ficar até dez anos no organismo. Esse tipo de DIU libera íons de cobre que impedem a mobilidade dos espermatozoides ao redor do útero. Assim, as chances do espermatozoide conseguir chegar até o óvulo são muito remotas e, mesmo que consiga, o cobre impede que o óvulo seja fecundado e altera sua movimentação pelas trompas.

Já o DIU de levonogestrel (Mirena) age liberando doses diárias de progesterona basicamente na mucosa uterina. Dessa forma ele impede a menstruação e a ovulação.

3. Qual é o mais seguro, a pílula ou o DIU?

O DIU é o melhor contraceptivo. Enquanto a pílula tem um índice de falha de 6%, o do DIU fica entre 0,2% e 0,8%.

4. Quais são os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns da pílula são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão médica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, esses sintomas tendem a se normalizar.

Já o DIU de hormônio (Mirena) deixa a mulher em amenorreia, ou seja, sem menstruação, e com poucos efeitos colaterais sistêmicos.

Médico de jaleco fala sobre vantagens e desvantagens do DIU e da pílula.*Consultoria: Dr. Dirceu Mendes Pereira, ginecologista e obstetra, com especialidade em reprodução humana. CRM13834.

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